Comportamento

“Ele tinha saúde para dar e vender”, diz irmão de fisiculturista de 40 anos morto por covid-19

Fisiculturista experiente e premiado nacionalmente – a covid não escolhe quem vai derrubar. Com 40 anos de idade e saúde de atleta, Roberto Gervásio não resistiu ao vírus.



Cuidados com a pandemia são essenciais para evitar a covid-19 e todos os males que ela pode carregar consigo e causar àqueles que venham a ser contaminados. Não temos uma receita de bolo para dizer com clareza quais serão as pessoas mais afetadas nem as que sairão ilesas e não precisarão de nenhum tipo de tratamento médico intensivo.

Geralmente escutamos – e esperamos – que sujeitos que levam a sério atividades físicas, cuidam da saúde, são atletas têm grandes chances de não ser afetados fortemente pela doença. No entanto, o caso do fisiculturista e empresário curitibano Roberto Gervásio é um alerta pela força da doença.

O homem de 40 anos não resistiu depois de um mês internado e faleceu de complicações da covid-19. Atleta há pelo menos dez anos, Roberto tinha energia que não acabava. Era premiado nacionalmente e estava livre de qualquer tipo de agravante ou comorbidade que pudesse intensificar a ação do vírus.


Direitos autorais: reprodução instagram/@ robertoperfetto_.

Em entrevista ao G1, seu irmão afirma que ele tinha saúde para dar e vender, e quando a família soube do contágio, ninguém se preocupou com o estrago que poderia ser feito. 

A preocupação ficou clara dois depois que Roberto foi internado, momento em que foi entubado e sedado. Dali para a frente, as complicações começaram a aparecer e se acumular.

Para piorar, Kelvin Tavares Gomes, irmão de Roberto, ainda relata que o rapaz teve problemas no pulmão e contaminação por bactéria durante o tempo em que ficou hospitalizado. O rapaz deu entrada no hospital Ana Carolina Moura Xavier no dia 12 de novembro e no começo desta semana não resistiu e faleceu.


Ainda segundo relatado pelo irmão de Roberto, o fisiculturista sofreu um acidente de moto este ano, no qual ele teve uma fratura exposta na perna e passava por recuperação. Ele diz que esse tratamento comprometeu a imunidade de Roberto e contribuiu para o avanço da covid.

Direitos autorais: reprodução instagram/@ robertoperfetto_.

Kelvin acredita que a doença já havia sido controlada e o que derrubou o irmão foram as sequelas. Ninguém da família esperava isso, porque ele sempre foi extremamente cuidadoso com a saúde e os objetivos dentro do esporte que praticava desde os 27 anos.

Premiado nacionalmente, em 2019, Roberto não pôde voltar aos palcos dos eventos pelos quais tanto amava competir, porque isso a pandemia lhe tirou primeiro. Focado na retomada em 2021, preocupado com os cuidados e recuperação do acidente que sofrera, ele não pôde voltar a fazer o que gosta porque a pandemia ainda lhe tirou algo mais valioso antes: sua força e vitalidade. Para os amigos e família, só resta a lembrança dos bons momentos dele.


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