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Encontrando a criança birrenta que há em mim…

ncontrando a menina birrenta

Você sabia que o período de zero a sete anos é a fase que temos a formação de muitas das características que temos hoje?



Medos, traumas, disfunções são mais comuns do que imaginamos e quando começamos a estudar como curar, como encontrar a nossa melhor versão muitas vezes nos deparamos com uma criança ferida.

Recentemente, inclusive, fiquei um dia inteiro de cama com uma gripe tremenda e uma febre muito alta.

Ao investigar os motivos pelos quais eu estava daquela forma, eu me deparei com a minha criança.


Ela falava pelos cotovelos, era espoleta, mas ao mesmo tempo muito estudiosa, gostava de ler, era curiosa e ainda assim introspectiva.

Ela estava sentada na calçada da rua com os braços cruzados e emburrada. O bico que ela fazia, era enorme! Chega até a ser assustadora a riqueza de detalhes que eu podia observar.

Ao ser conduzida a falar com ela a primeira reação que tive foi de desconforto, afinal de contas porque mexer em algo que vivia no meu passado?

Um mix de racionalidade e descrença. Cética demais talvez…


Nesse momento, relembrei-me de todas as pessoas que me inspiraram e da certeza de que se algo surgiu para mim é porque era necessário um aprendizado.

Importante dizer que todos nós passamos por um processo de evolução e quanto mais estudo sobre a nossa capacidade de cocriar uma nova realidade, mais percebo como nos colocamos amarras.

Muitas dessas amarras vêm exatamente dos medos e dos traumas da primeira infância, onde a formação da parte do nosso cérebro racional (neocortex) sequer está terminada.

Claro que também sei que em alguns momentos essas amarras podem ter sido “colocadas”, mas a verdade é que tudo que ocorreu foi perfeito do jeito que podia ser.


Nossos pais fizeram o melhor que podiam fazer, nossos professores e nós também!

Meu papel aqui não é buscar culpados e inocentes, mas sim de ter acesso às infinitas possibilidades que eu sei que existem.

Parte dessa trajetória, na minha opinião, passa por exatamente alinhar pensamentos, sentimentos e ações que construímos quando éramos pequenos.

E se hoje temos consciência de uma criança birrenta que se acostumou a, por exemplo, olhar para escassez, depende de nós acolhê-la e mostrar que está tudo bem.


Precisamos que o nosso adulto de hoje olhe para essa criança e a acolha, brinque com ela e diga que está tudo bem.

Em todo adulto reside uma criança. Marque um encontro com a sua. Pode ser no balanço da pracinha, no picolé favorito ou ainda na piscina de bolinhas. Reencontre com o mistério e a magia que só a vida pode nos oferecer.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: shalamov / 123RF Imagens


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