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Enfermeira adota bebês gêmeos com rara deformidade genética abandonados: “Eu simplesmente me apaixonei”

Perguntaram se ela gostaria de adotar um dos bebês, mas ela afirmou que jamais separaria os irmãos Matthew e Marshall, por isso adotou os dois!



Sempre que alguma criança é adotada, temos motivos de sobra para comemorar. Enquanto muitos pais têm o sonho de ter filhos, muitos infantes passam suas vidas dentro do sistema de adoção, sem nunca conhecer o que significa a palavra família. Isso acontece porque muitas crianças que estão na fila à espera de novos pais não cumprem alguns requisitos estéticos e simbólicos: são mais velhas, de uma etnia diferente ou têm irmãos.

Pode parecer bobagem, mas tudo isso é usado como critério para adotar ou não alguém. A maioria dos pais prefere bebês brancos, sem deficiência e sem irmãos. Mas essa está longe de ser a realidade dos orfanatos e casas de acolhimento, a maior parte dos ocupantes é oriunda de famílias desestruturadas ou sem condições financeiras.

Em Lakeville, Minnesota (EUA), a enfermeira Linda Trepanier, de 62 anos, apaixonou-se por gêmeos com uma rara deformidade genética, e decidiu adotá-los.

Quando eles tinham apenas quatro semanas de vida, segundo o Daily Mail, seus pais foram considerados incapazes de cuidar deles, por isso Linda acolheu os meninos, tornando-se sua cuidadora adotiva.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Linda Trepanier.

Matthew e Marshall possuem uma rara doença genética chamada síndrome de Pfeiffer, que faz com que os ossos do crânio se fundam prematuramente no útero. Normalmente, os recém-nascidos vêm ao mundo com o crânio ainda “aberto”, parte chamada popularmente de moleira. O crânio ainda em desenvolvimento facilita aos bebês passarem pelo parto normal sem nenhum tipo de trauma, além de propiciar o crescimento do cérebro.


O Serviço de Proteção à Criança dos Estados Unidos questionou se a enfermeira não gostaria de adotar uma das crianças, mas Linda afirmou que não poderia separar os irmãos, e decidiu adotar os dois. Ela conta que, quando os viu pela primeira vez, pensou que eles eram as coisas mais adoráveis que já havia visto. Linda explica que eles tinham 4 quilos, mas que esse peso vinha em grande parte pelo tamanho de suas cabeças.

Ela revela que sempre sentiu, desde o primeiro encontro, que os gêmeos eram seus meninos. Eles herdaram a síndrome de Pfeiffer do pai, afetando seus rostos e crânios, mas têm um agravante de também apresentarem deformidades gravíssimas nas mãos e nos pés, juntas fibrosas, testas altas, orelhas deslocadas e olhos protuberantes.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Linda Trepanier.

A condição dos meninos exige que eles recebam cuidados em tempo integral, além de passar por consultas médicas regulares. Eles já fizeram sucessivas cirurgias de remodelagem dos ossos do crânio para permitir que o cérebro cresça de forma saudável. Além de traqueostomizados e necessitar do tubo de respiração, eles ainda têm a mobilidade afetada, locomovendo-se em cadeiras de rodas, e também usam óculos, por conta da visão prejudicada.

Matthew e Marshall possuem apenas uma via direta para os pulmões, através do tubo, o que significa que qualquer resfriado pode ser fatal. Sempre que Linda sai com os gêmeos, carrega um tubo de oxigênio para o caso emergência, além disso, ela precisa aferir a temperatura deles constantemente, para garantir que não contraiam nenhuma infecção.

Os familiares e amigos de Linda criticam suas atitudes, afirmando que ela é louca por se colocar nessa situação. Por já ser avó, a maioria das pessoas acredita que ela não está mais na idade de ter tantas responsabilidades, como as que assume. Linda explica que isso não a preocupa nem um pouco e, ao contrário do que imaginam, ela se sente privilegiada por poder ter feito uma diferença verdadeira e positiva na vida dos filhos.

Linda desistiu de sua carreira de enfermeira regular para cuidar apenas de crianças em extrema vulnerabilidade, na própria casa, em 1986.

Desde então, mais de 16 crianças ficaram sob sua tutela, e ela revela que essa sempre foi sua paixão e vocação. Por isso, acredita que, com os cuidados certos, os gêmeos podem ter chances de uma vida plena e independente no futuro.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Linda Trepanier.

Desde quando os conheceu, em 2014, Linda os tem acompanhado em todas as etapas. Ela conseguiu finalizar a adoção dos meninos em 2017. Ela recebe ajuda de outras enfermeiras, também registradas, para cuidar tanto de seus outros filhos adotivos quanto de Matthew e Marshall.

A enfermeira conta que, sim, eles dão muito trabalho, mas que também são muito divertidos e os mais felizes e sorridentes da casa. Como todos costumam dizer a respeito de gêmeos, eles têm uma conexão, quando um ri, o outro sempre acompanha. Linda revela que todos se apaixonam por eles.

O que achou da atitude da enfermeira?

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