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Engenheira cria tijolo feito de plástico mais forte que concreto. Atitude exemplar!

Capa Engenheira cria tijolo feito de plastico mais forte que concreto. Atitude

A engenheira queniana inventou um produto revolucionário, que ajuda a diminuir a quantidade de resíduo plástico no local onde vive.



Muitas pessoas vêm se empenhando para tentar minimizar os impactos que o lixo causa no planeta, seja reduzindo o consumo de plástico, reutilizando produtos ou buscando aumentar o consumo de material reciclado. Independentemente da forma ou do trabalho realizado, é fato que estamos diante de um problema em escala global, para o qual é preciso encontrar uma solução, ou várias.

Pensando no aproveitamento de material e buscando a redução do lixo plástico, a engenheira Nzambi Matee criou um dos tijolos mais resistentes do mundo, feito a partir de resíduos plásticos reciclados e areia comum.

A engenheira abriu a própria fábrica em Nairóbi, no Quênia, e já produz cerca de 1.500 tijolos por dia, segundo informações da Reuters.


A ideia de produzir esse tijolo partiu da sua insatisfação pessoal em esperar que o governo buscasse soluções para o problema do lixo, assim, decidiu recolher o lixo produzido por fábricas de embalagem gratuitamente, e dos recicladores, mas pagando pelo material obtido. Além de Nzambi impedir que boa parte do lixo vá parar na natureza, ela garante o sustento de muitos catadores de plástico, porque faz questão de pagar de forma justa pelo que recebe.

2 Engenheira cria tijolo feito de plastico mais forte que concreto. Atitude

Direitos autorais: reprodução Instagram/Nzambi Matee.

A engenheira explica que seus tijolos chegam a ser de cinco a sete vezes mais resistentes que o tradicional concreto. São feitos de polietileno de alta densidade, encontrado em embalagens de leite e produtos de higiene pessoal; polietileno de baixa densidade, usado em embalagens de cereais e snacks; e propileno, encontrado em cordas, tampas e baldes. Nessa mistura que Nzambi faz, o tereftalato e o polietileno não entram.

Todos esses resíduos plásticos, que chegam sob infinitas formas, normalmente não podem mais ser processados e não seriam reciclados, por isso a importância de um trabalho como esse para ajudar a diminuir o impacto do lixo plástico. Esse material é misturado à areia, aquecido e depois comprimido na forma de tijolo, vendido a variados preços, que depende da cor e da espessura do material. Os mais comuns, da cor cinza, custam R$ 41,45 o metro quadrado, cerca de 850 xelins quenianos, moeda local.


A empresa, chamada Gjenge Makers, foi fundada em 2017 e Nzambi afirma que, desde então, sua fábrica já reciclou mais de 20 toneladas de resíduos plásticos.

Mas a engenheira não se contenta com esses resultados, pois planeja adicionar outra linha de produção maior, que pode triplicar a capacidade. Ela explica que a Gjenge Makers consegue coletar lixo de forma mais ágil e em maior quantidade do que as empresas de reciclagem da região.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/Nzambi Matee.

São três tipos de tijolos disponíveis até o momento na fábrica: o de 30mm de espessura, indicado para complexos domésticos; 40mm, indicado para instalações comerciais; e 60mm, ideal para áreas em que existe tráfego de máquinas pesadas.


É um projeto pensado para reduzir a quantidade de lixo no local onde mora, garantindo a produção de um produto necessário, além de ser gerido e pensado por uma mulher.

Esperamos que a ideia de Nzambi Matee ganhe mais adeptos no mundo!

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