Enquanto pudermos amar, viveremos em processo de criação e expansão!

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Enquanto pudermos amar, viveremos em processo de criação e expansão!

Vivemos e morremos diariamente. Alimentamos a vida, construindo o que somos e fugimos da morte, atribuindo a ela, um sentimento de vazio ou destruição, quando poderíamos ver na mesma, uma possibilidade de transformação. Pois a presença vive na lembrança, só existe ausência no esquecimento.



Ver a vida como uma viagem… Com algumas paradas… Turbilhão de pessoas “desconhecidas” que se encontravam temporariamente e se tornam “conhecidos”. Embarques conjuntos nos quais partilhamos experiências adquiridas, mas sabendo que em determinado ponto, alguns desembarcarão, outros novos chegarão e ainda haverá quem vá conosco até o nosso ponto destino. A vida é este movimento onde tudo é partilhado…. E nessa correnteza que é o fluxo da vida… Encontramos na morte não o fim, mas a transformação.

A cor preta é tão vinculada ao que é fúnebre e escuridão, ao luto do Ocidente. Mas certa vez uma amiga taoísta, me revelou que no Oriente, o preto representa a mudança de um ciclo. Sempre quando me via de preto perguntava: O que está mudando? E eu brincando respondia: Sou uma metamorfose ambulante (andava muito de preto na época).

Mas hoje pensando um pouco mais a esse respeito..lembrei do universo cujo fundo é negro e vi então que se pensarmos neste, tudo está sendo criado e renovado, transformando-se.. Nada é perdido…. Acho mesmo que a morte muitas vezes se revela mais na vida do que na partida propriamente. Morremos todas as vezes que desacreditamos em nós, que abandonamos nossos sonhos, que silenciamos o sentir em detrimento do que julgamos “pensar”, todas as vezes que na tentativa de controlar a vida , a seguramos com toda força e temos a
triste constatação de que como água.. ela escapa de nossas mãos.


Sócrates alegaria que ” se é preciso estar vivo para morrer, é preciso estar morto para viver” e o Pequeno Príncipe complementaria: ” Não venha ver minha partida, o meu corpo cairá com uma casca de árvore seca, mas a casca de árvore seca não é triste. Lhe deixo uma peça, como não saberá em qual estrela estarei, todas as estrelas lhe sorrirão” è assim que percebemos que as separações são uma ilusão. Aquilo que mais buscamos separar são complementares. Estamos na terra, para criarmos pontes entre os extremos e não para separá-los. Uma vez que mesmo sem vermos a ponte, as margens se ligam pelo mesmo rio.

Como posso acreditar que eu terei fim? Se nem as poesias terminam com aspas! Muitos alegarão: claro que terminam! Mas perceberão que a mesma poesia lida e relida nunca será a mesma. E muitas vezes sem vê-la, refletirá sobre ela e ela existirá para você de uma forma diferente da que estava acostumado quando com o livro na mão.

O corpo definitivamente é a carruagem conduzida pelo cocheiro da razão, cujas rédeas pensamentos em suas escolhas direcionam os caminhos. O fato de descer da carruagem, ainda nos mantém livres em nós mesmos. Não encerremos nossas possibilidades nos limites da matéria.


Enquanto pudermos amar, viveremos em processo de criação e expansão! E quem cria, vive duas vezes! O ar está repleto de vida: oxigênio, moléculas, bactérias e o fato de não vê-lo, não anula sua existência.

E se falamos de vida e morte, inevitavelmente nos perguntamos: O que é Deus? Despindo a forma da palavra que tanto poderia ser visto como caminho universal no Oriente ou este Pai-Mãe Ocidental.

Numa metáfora imperfeita, poderíamos tentar pensar em Deus como um corpo universal do qual nós, células vivas e individualizadas, nos aproximando uns dos outros, geramos os órgãos que com características particulares funcionam em conjunto com toda a diversidade de outros órgãos para a sustentação da vida. Só posso falar de Deus pelo lado de dentro.. Porque como célula não tenho visão suficiente… Para romper os limites da parede do corpo e ver a amplitude do que está além dele. Retomando a imagem do universo… Poderíamos pensar no UNO VERSO… No qual toda poesia se encontra.

Mas se isso parecer complexo, olharei para a vida e me atentarei a tudo que for criado, aceitando a criação como manifestação de um grande amor e por si só, assim, Deus, também seria traduzido simplesmente por AMOR. Mas se ainda assim, preferir olhar a morte, que não veja nela o fim de uma sentença, mas a transformação que renova, como uma grande construção, na qual destruímos as paredes, para criar uma nova forma de viver.

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