Comportamento

“Ensine as pessoas a amarem seus corpos”: mulher com deficiência física fala sobre impactos do preconceito

Audrey nasceu com deficiência e, quando completou um ano de idade, precisou amputar parte do pé esquerdo. Hoje ela é terapeuta ocupacional e ajuda as pessoas com deficiência a se encontrarem.



As pessoas, quando querem, conseguem ser extremamente hostis com quem é diferente. Seja porque se veste de jeito “estranho”, seja porque gosta demais de estudar, seja porque tem deficiência ou é de outra cor, qualquer indício de diferença pode ser motivo para preconceito. O preconceito pode causar traumas, depressão, angústia e vários outros problemas emocionais.

Audrey nasceu com deficiência física e precisou amputar parte do pé esquerdo, além de ter a mão direita diferente da esquerda, com apenas dois dedos. Para a jovem, é preciso capacitar a população com perdas e/ou diferenças nos membros para que consiga viver plenamente.

Ela acredita que a maior dificuldade existente com a diferença nos membros é precisar conviver com certas pessoas e ambientes, e não com os membros em si.


Naturalmente, o corpo aprende a fazer as mesmas coisas que os demais, como se locomover, pegar, comer, entre outras coisas. Em alguns casos, claro, existe a necessidade de adaptação, seja com prótese ou cadeira de rodas, por exemplo.

Mas, para Audrey, precisar conviver com pessoas preconceituosas e capacitistas talvez seja o maior dos problemas.

O capacitismo é uma forma de preconceito que atinge as pessoas com deficiência (PCD), normalmente sob a pretensa ideia paternalista e protetora, de que todos os indivíduos com algum tipo de deficiência são incapazes de fazer as coisas por conta própria, por isso são excluídos dos círculos sociais, não conseguem ter voz ativa e frequentemente são negligenciados.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@theamplifiedot.


Outra coisa que deixa Audrey irritada é o fato de alguns profissionais de saúde usarem a palavra “ruim” para descrever a parte do corpo de uma pessoa que não se encaixa no padrão esperado. Chamar um membro de “bom” e o outro de “ruim” significa dizer que existe apenas um jeito de o corpo funcionar, e isso não é a verdade.

Além disso, a jovem explica que a saúde mental dos pacientes é uma parte muito importante da reabilitação, que pode afetar – e muito – a física.

Ao invés de empregar termos capacitistas, que reduzem a autoconfiança das pessoas, ela indica usar termos como “direita/esquerda”, “afetado/não afetado”, entre outros.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@theamplifiedot.


Audrey explica que ensinar as pessoas a amarem seus corpos é um exercício potente, que deve ser feito a todo momento. Crianças e adolescentes sofrem com a violência porque não é falado sobre preconceito na infância. Abordar a deficiência física, assim como qualquer outra condição considerada “diferente”, é a melhor forma de criarmos indivíduos respeitosos e amorosos.

Que força!

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