4min. de leitura

Então, descobrimos que temos amado tão pouco… que ironia! Simplesmente, porque não temos tempo…

Chega um dia, no qual pensamos na vida como ela é. Com todos os seus predicados, adjetivos e substantivos (principalmente os abstratos) e que nos levam a uma reflexão da realidade da qual fazemos parte.


Sim! Porque se não fizermos isso, a vida, de repente, vai se esvaindo!

Sentimo-nos tão sós e nos apavoramos. E tudo isso é muito estranho, porque os bons e os maus passam pelo mesmo processo, sejam jovens ou velhos, ainda que estejam nas nossas lembranças, vão embora cedo demais, porque é sempre algo imaturo.

Quando vemos, tudo se acabou. Acabou-se o tempo, e com ele a vida, as alegrias, as expectativas.

Não fomos capazes de perceber a importância de um segundo a mais, porque não dedicamos tempo ao amor, à compreensão, ao carinho, ao afeto.

Ao invés de usarmos a tecnologia para nos aproximarmos, usamos para nos distanciarmos, e ficamos reféns da solidão que nos cerca, até o momento que descobrimos que aqueles que amamos, acabaram indo embora cedo demais. 


Um momento! Um momento apenas e tudo se acabou para todo o sempre. Um segundo e tudo se foi, sem preparo, sem percepção, sem adeus, sem nada. Apenas acabou-se e o pior é a dor que está por vir, ou que começa agora.

Agimos impulsivamente e vivemos a vergonha do nosso egoísmo próprio. Acalentamos-nos na ilusória sensação de solidariedade e nos apoderamos dos sentimentos alheios, vivendo falsas situações de encontros familiares, com amigos, enquanto vivemos a humilhação de nos encontrarmos apenas dentro de nós mesmos, porque não temos tempo para ninguém, a não ser a nossa soberana imagem diante do espelho. 

E o pior de tudo, é que todos os anos, de uma forma toda colorida e emocionada, fazemos as mesmas promessas de que amaremos e estaremos presente por toda a vida.  E no momento dessas promessas, tudo que nós queremos é um amigo, para que acredite nessas promessas. Sim, porque amigos sempre estão dispostos a nos ouvir e perdoar.


E o tempo passa… Mudamos nossos conceitos e atitudes, as pessoas se vão.  Agora já não temos mais nada. Já não temos ninguém. E só queríamos sumir de vez desse planeta… E por quê?

Vergonha, medo, remorso… Sei lá! A verdade é que ainda podemos chorar por aqueles que nos deixaram, mas apenas porque somos seres humanos, dotados de sentimentos que nos diferem de outros animais, não muito, eu creio. O que importa é que as pessoas têm oportunidade de amar sem determinar tempo para isso.

Dizem por aí, que o amor não tem prazo de validade, então, o tempo é esse. O tempo de amar, de abraçar, de declarar ainda que gaguejando “eu te amo”, de colocar em prática tudo aquilo que um dia foi prometido e que pode acabar num piscar de olhos. É tempo de ver a vida com novas perspectivas, porque tudo passa tão rápido que só nos damos conta, quando se acabou. É difícil aceitar o que acabou mesmo porque não estamos preparados para perder. Afinal esperamos que o amanhã seja uma nova oportunidade.

 E quem sabe, vamos ser mais tolerantes e dispensar um tempo para as pessoas que amamos? Nunca é cedo para isso, mas pode ser muito tarde.

Aprendemos com dores reais – Maria das Dores Amaral. (saudades)

A melhor maneira de amar uma pessoa é pensar que poderíamos perdê-la para sempre. (Autor desconhecido)

________

Direitos autorais da imagem de capa: saknakorn / 123RF Imagens





Deixe seu comentário

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.