Comportamento

Entenda por que os bebês de novela são muito maiores do que os recém-nascidos da vida real

capafacebook Entenda porque os bebes de novelas sao muito maiores do que os do recem nascidos da vida real

Juliana Paes, que interpreta Maria Marruá, explicou o motivo de os bebês terem esse tamanho.

Todos nós sabemos que os humanos chegam ao mundo pequenos e que mesmo aqueles que ultrapassam a média de peso normal não podem ser muito grandes, afinal de contas precisam caber dentro da barriga de suas mães.

No entanto, nas obras de ficção, é comum vermos recém-nascidos muito maiores que os da vida real. Se você costuma assistir a filmes e novelas, provavelmente já notou que os pequenos pareciam grandes demais para serem bebês que acabaram de nascer.

Na última terça-feira (5), esse assunto veio à tona na web por causa de um capítulo da novela “Pantanal” da Rede Globo. O remake da obra de 1990 tem atraído a atenção do público desde a estreia, porque a versão original foi um clássico da televisão a que a geração atual tem a oportunidade de assistir.

No entanto, desta vez, ao invés de atrair elogios do público, a novela gerou muitos memes nas redes sociais. Os dois recém-nascidos que apareceram no episódio, Jove, o filho de Madaleine com José Leôncio, e Juma, filha de Maria Marruá com Gil, foram representados por bebês muito maiores do que os da vida real, e os internautas não perderam tempo em fazer piada com o acontecimento que teria sido uma “grande falha” da produção.

2 Entenda porque os bebes de novelas sao muito maiores do que os do recem nascidos da vida real

Direitos autorais: Reprodução / Globoplay

Com o assunto viralizando, Juliana Paes, que interpreta Maria Marruá, explicou, de acordo com o portal Na Telinha, da UOL, o motivo para que os bebês tivessem esse tamanho. De acordo com a atriz, para garantir a proteção dos pequenos, a Globo só grava com bebês a partir de 6 meses de vida.

“Isso é uma treta enorme. Hoje em dia, não é mais permitido termos bebês com menos de 6 meses em cena, para proteção dos babies, então a gente se joga na licença poética”, pontuou Juliana, que complementou: “Bebês recém-nascidos realmente não podem correr riscos, concordam? A gente que lute! Kkkk”.

Mesmo após a declaração da atriz, várias pessoas continuaram ironizando a situação e dizendo que a emissora poderia ter encontrado uma maneira melhor de representar os recém-nascidos, e que havia sido uma grande falha.

No entanto, o filho de Madeleine foi criado por computação gráfica por causa da pandemia. Bruna Linzmeyer chegou a falar sobre esse assunto e, ao mostrar o boneco sem braços e pernas para o público, brincou dizendo: “O alien que eu pari”, uma vez que os movimentos do bebê são feitos na pós-produção.

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A relação entre a rede Globo e os bebês

Por causa de um incidente, alguns anos atrás, a Rede Globo ficou ainda mais cautelosa com os trabalhos protagonizados por crianças. Em 2017, nos bastidores da novela “A força do querer”, um bebê de 3 meses sofreu hipotermia e precisou de internação após a gravação de uma cena próxima a um rio. Depois disso, a emissora passou a gravar apenas com bebês maiores e a seguir todas as regras da legislação, usando bonecos e tecnologias em muitos casos.

As gravações com bebês e crianças não são tão simples como podem parecer. Seja na televisão ou no cinema, é preciso haver uma autorização dos magistrados, o que pode demorar.

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A assessoria de imprensa do Tribunal Superior do Trabalho (TST) esclarece: “A Convenção [nº 138 da Organização Internacional do Trabalho], no artigo 8º, diz que a autoridade competente pode, mediante licenças concedidas em casos individuais, permitir a participação em representações artísticas. Dessa forma, o trabalho artístico de crianças e adolescentes pode ser autorizado por um juiz de direito”.

Em uma cartilha sobre trabalho infantil editada pelo TST, é informado ainda que o alvará judicial deverá exigir que a criança ou adolescente esteja acompanhada por responsável legal e que tenha a “garantia de assistência médica, odontológica e psicológica, sempre que necessária ou permanentemente, quando o caso específico recomendar”.

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