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Entendendo o dinheiro para enriquecer

entendendo o dinheiro

Quer você tenha adotado ou não a fé cristã, a probabilidade de você ter alguns laços com esta crença é alta e (muito) forte. Eu não vou entrar em detalhes para não te desesperar, mas quero citar aqui uma importante escola filosófica que molda o cristianismo e, consequentemente, pode estar moldando a sua vida e a maneira com a qual você lida e entende o dinheiro.



Quando se fala em dinheiro no cristianismo, quase que automaticamente, surgem algumas citações bíblicas: “pois o amor ao dinheiro é raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram a si mesmas com muitos sofrimentos.” (1 Timóteo 6:10); “De fato, é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus.” (Lucas 18:25); “Se você quer ser perfeito, vá, venda os seus bens e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu.” (Mateus 19:21). Esta filosofia de vida chama-se estoicismo. Estoicismo, bem grosso modo, é negar qualquer tipo de prazer carnal e viver nas condições mais naturais possíveis, sem intervenções humanas e qualquer reivindicação sobre a vontade natural da Vida (Deus, Destino, Universo, Allah, Jeová, Natureza…). Ela foi fundada pelo filósofo Zenão, e foi um movimento adotado por muita gente, inclusive Sêneca (tutor de Nero), o imperador Marco Aurélio, os próprios cristãos… Muita gente mesmo.

Além disto, o cristianismo prega a avareza como um dos sete pecados capitais.  No dicionário, “avareza” significa apego demasiado e sórdido ao dinheiro; desejo imoderado de adquirir e acumular riquezas; e, etimologicamente, ela tem raiz no Latim avare: querer muito, desejar desesperadamente.

Este é o ponto que muitas pessoas não entendem!  


1. As definições indicam exagero, excesso, fora do controle. Não coma em excesso, é diferente de não coma absolutamente.

2. As definições apontam para outra maneira de ver o dinheiro: desejo.

Grave isto: “exagero” e “desejo”.

Uma das melhores definições de dinheiro que eu já vi, vem do povo judeu, ou seja, do Hebreu (idioma). “Kesef” significa: dinheiro, prata; mas vem de um verbo que significa “desejar, almejar algo”. E embora “kesef” e “avare” se assemelhem muito em seus significados, os judeus consideram o “kesef” uma benção, enquanto que os cristãos veem o “avare” como uma maldição. Estritamente neste sentido, foi uma infelicidade termos sido ensinados por cristãos (nossos pais, professores, leis, entre outros) e não por judeus, porque, ainda que inconscientemente, temos uma relação de repulsa pelo dinheiro. “Não quero ser avarento. Não quero pecar. Não quero ir para o inferno. Não quero ser egoísta.” E uma vez que você quer distância da “maldição”, você mantém muitas coisas prósperas longe e, fatalmente, atrai o oposto. Por quê? Prosperidade te remete à segurança, facilidade, tranquilidade… Mas você a rejeita, logo atrai insegurança, incerteza, dificuldades, preocupações.


Faz sentido pra você? Você tem vivido entre inseguranças e dificuldades ou entre segurança e facilidades? O que você tem atraído? Quais são os seus conceitos? Quais são os valores?

Atenção!

A avareza alerta quanto ao desejo exagerado sobre o dinheiro, e não o desejo moderado. Em outras palavras: é permitido desejar a riqueza, desde que ela não seja excessiva. Jesus diz que é difícil um rico entrar no “Reino de Deus”, mas diz não que é impossível (isto de acordo com a fé cristã). E a respeito da raiz de todos os males, veremos em instantes.

Outra coisa perigosa que é pregada no cristianismo é a repreensão ao parcial. “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” (Apocalipse 3:16). Esta afirmação tem o seu contexto bíblico, mas é generalizada e causa alguma confusão nos pensamentos e maneira de as pessoas viverem a vida. O meio é, quase sempre, o melhor caminho, pois é o caminho do equilíbrio! – Cuidado! Não generalize. Uma coisa é você analisar todas as opções e encontrar um equilíbrio; outra coisa é você fazer as coisas “mornamente”, mais ou menos limpando, mais ou menos engajado, mais ou menos dedicado… Não confunda as coisas! – Os exageros são perigosos, tanto para um lado quanto para o outro. Uma pessoa mão de vaca tem uma relação estranha com o dinheiro, pois ela pensa que é tão difícil tê-lo, que agora que tem, é melhor não gastar. Os compradores compulsivos, por outro lado, pensam que já que têm, devem gastar; afinal, quando morrer não vão levar nada deste mundo. Um perfil é excessivamente apegado, o outro é totalmente desimportante. E nenhum deles é ideal. O próprio Jesus dá um exemplo do que é um perfil e o que é o outro, com a parábola das dez moedas.


É muito comum encontrar frases, histórias e outras coisas que remetam ao sentido de servir para ser servido, independentemente de ter teor religioso ou não. Servir é uma das coisas mais nobres que podem ser feitas neste mundo. Quando você serve a alguém, você lhe é útil, e esta pessoa se sente agraciada e agradecida. Gratidão é algo que o dinheiro não pode comprar. Quando o dinheiro nos serve e (com ele) nós servimos às pessoas, encontramos o verdadeiro caminho da prosperidade.  A própria palavra “servir” é interessante porque pode dizer sobre algo ser útil, isto serve para mim, e de ajudar, isto serve a mim.

A palavra-chave para definir o dinheiro é “desejo”. Quando você recebe seu dinheiro, você pode desejar algumas coisas (que geralmente é pagar as contas e comprar comida); isto significa que quanto mais dinheiro, mais você desejos (roupas, carro, viagem, etc.). E aqui entra uma questão ética e ou de livre-arbítrio.

Algumas pessoas mantêm o papagaio preso dentro de casa, já outras, os deixam livres. Eu não posso afirmar que o papagaio preso é fiel ao seu dono e não fugirá, porque fugir não é uma opção para ele, ele não tem como fugir. Já o outro papagaio, o livre, tem a opção de fugir ou ficar. O dinheiro funciona como esta prisão versus liberdade. Quanto mais dinheiro, mais opções. Sem dinheiro, você não tem como pagar o oficial de polícia para te aprovar no exame prático do DETRAN; e por isso você não pode dizer que é honesto ou não, você não foi posto à prova. Se, por outro lado, você tem milhões à sua disposição, você pode escolher entre burlar e não burlar.

Então: o que vai te impedir de fazer o “certo” ou o “errado”? O que impede o papagaio de voar e fugir?


Seja qual ou quais foram as respostas que você deu: você teria este autocontrole? Será que com dinheiro você vai permanecer íntegro, fiel, útil, agradável? O Universo é um só, nós somos parte de uma mesma coisa, não faz sentido que você prejudique o outro, seria como uma célula lutando contra a outra e se autodestruindo.  Será que com muito dinheiro você será (mais) feliz? Ou será do tipo insaciável? Mais preocupado?

Foi esta a ideia citada na Bíblia sobre ser raiz de todos os males. O dinheiro pode, ou não, gerar males; o amor ao dinheiro (ao desejo descontrolado, à avareza) vai gerar males, danos e injustiças. E há dois detalhes importantíssimos: 1. são algumas pessoas; 2. o verbo está conjugado no passado: “Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram…”. Não são todas as pessoas, apenas algumas. Por cobiçarem o dinheiro, “desviaram-se”, e não, “desviam-se”; ele dá exemplos de casos, é apenas um alerta, um conselho para quem não tem autocontrole, “é melhor evitar”, mas não é uma regra. Perceba quão diferente seria se fosse uma lei: “Todas as pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviam-se da fé e se atormentam a si mesmos com muitos sofrimentos.”.

 Outro ponto muito importante a respeito do dinheiro é o doar. Doar dinheiro, alimentos, roupas e outras coisas, significa que você tem, que você pode dar sem se prejudicar, e isto é indício de prosperidade. Doar também é uma maneira muito bonita de servir e amar ao próximo. Além disto, se desfazer de coisas abre espaço para receber mais. As pessoas mais ricas do mundo são as que também mais doam: Mark Zuckerberg (Facebook) doou US$ 1,6 bilhão, Carlos Slim (Claro) doou US$ 4 bilhões, Warren Buffett (Berkshire Hathaway) doou US$ 21,5 bilhões, Bill Gates (Microsoft) doou US$ 27 bilhões. Só destes quatro (juntos), as doações superam 51 bilhões de dólares! Eles doam para educação, saúde, agricultura… Imagina quantas pessoas no mundo estão sendo tratadas de doenças, tendo acesso à educação e comendo, graças ao dinheiro destes ricassos? E eles representam só uma parte dos muitos generosos.

Mude suas ideias a respeito do dinheiro.


Esqueça o dinheiro (moeda, papel, cartão) e foque no desejo. Não adianta focar em milhares ou milhões; o que você vai fazer com estes milhares de reais? É exatamente nisto que você tem que focar e atrair. Tem pessoas que trabalham excessivamente, fazem hora extra, trabalham aos finais de semana, e… Nem sabem o que querem. “Por que está trabalhando tanto? Porque eu quero mais dinheiro. Para quê? Não sei, depois eu vejo.” Pare de atrair dinheiro, atraia desejos. O que você deseja? Viagens, casa, carro, roupa, geladeira abastecida, dispensa cheia, brinquedos, livros?

Mais do que isto: o que você deseja é bom e benéfico? O que você deseja te serve bem? O que você deseja serve bem às pessoas ao redor ou prejudica? O seu “kesef” te aproximará das pessoas ou afastará?

Os bilionários que vimos acima sonharam e trabalharam pelos seus desejos, e não pelo dinheiro. Se os empresários, em geral, não sonhassem, o mundo seria muito diferente, miserável e com grandes dificuldades em agricultura, educação, saúde, comunicação, etc. Não teríamos internet ou computador, o que já é uma tristeza por si só; redes sociais então, nem pensar. As informações demorariam muito para chegar, se é que chegariam (este texto, por exemplo, poderia nunca chegar até você). Não teríamos um mercado para fazer a troca, dinheiro-produto, o que significa que teríamos de plantar nosso próprio alimento… Entre outras coisas.

Se você desistir de seus sonhos, você pode acabar prejudicando muitas pessoas! Sonhe, lute, trabalho, sirva, ajude. Sonhos e riqueza podem ser importantes.


Eu sei que nós vivemos num mundo de preços, e é difícil não pensar em números. Então, anote as dicas:

1. Pense no seu “kesef”, em tudo o que você quer ter e fazer nos próximos 12 meses. Crie uma lista.

2. Analise-a. Veja se são itens que você realmente quer, ou são coisas que você acha que deve querer. Eu quero uma mansão no caribe, mas é ‘errado’ querer tanto. Eu quero uma renda mensal de R$ 100 mil, mas acho que vão rir de mim e falar que é ganância… Se um item não for verdadeiro, repense, reconsidere e reescreva (ou jogue a lista fora e desista, pois não vai funcionar). Veja também se eles são bons, se servem o maior número de pessoas possíveis, ainda que seja “apenas” com o seu bom humor, sua presença ou algo mais tangível.

3. Quando todos os itens estiverem analisados e forem sinceros e verdadeiros, faça uma busca de quantos reais cada um destes itens custa. Assim você terá noção de qual é a renda anual e mensal que você precisará conquistar e atrair.


Atenção! Se o total da sua lista for muito superior ao que você tem hoje, não se desespere. Jamais desista! Pelo contrário, comece a atrair empregos melhores, comece a atrair prosperidade, comece a investir, comece pensar, agir e falar com prosperidade.

4. Faça a sua parte. Se o seu desejo for um emprego melhor, comece a procurar por um. Comece a estudar e se adaptar aos requisitos desta vaga de emprego. Se seu desejo for investir, aprenda sobre investimentos, estude, converse, leia. Se seu desejo for morar no exterior, comece a estudar o idioma, a aprender sobre os costumes, sobre a temperatura, os lugares, etc. Sirva o Universo, para que o Universo te sirva.
Se preciso for, adicione este desejo à lista.

5. Diariamente, constantemente e insistentemente, foque na sua lista de kesef. Esqueça os preços e montantes, foque nos resultados, nos fins. Dinheiro (espécie, moeda, cartão) é apenas um meio de conseguir um desejo. É neste desejo que deves focar e atrair. Suas afirmações também devem se basear nele. Em vez de dizer “eu atraio um milhão de reais”, diga “eu atraio um (marca e modelo do carro)”, “eu sou próspero”, “eu sou grato por poder viajar sempre que eu quero”, etc.


6. Doe dinheiro, doe sangue, doe bom humor, doe sorrisos, doe abraços, doe seu tempo, doe gentilezas, doe conhecimento, doe vida.

Conhece-te a ti mesmo. Tenha autocontrole. Sirva.

Veja o dinheiro como desejos, atente-se para manter o equilíbrio e sirva com amor, alegria e gratidão. O dinheiro é importante; Importar é portar para dentro (por isso eu usei, propositalmente, a palavra “desimportante” no exemplo dos compradores compulsivos; o dinheiro requer alguma valorização, se não, pra quê você vai atrair/ter algo que não é importante? Pra quê o Universo vai te dar algo que você despreza ou considera maléfico? Quem não dá importância ao dinheiro, não vai conseguir atraí-lo.). Cuidado com o “kesef” que você importa, cuidado com o que você se enche. Lembre-se do alerta cristão!

PS: eu citei o cristianismo e a Bíblia apenas por conta da influência de seus ensinamentos e valores em nossas vidas, e não por dizer que esta religião é errada ou aquela é melhor.

Tenha um dia feliz.

Gratidão e luz.

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