Bem-Estar e Saúde

Enxaquecas com vômitos: um sinal de que a saúde mental pede socorro

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Entenda como essas dores se relacionam com a nossa saúde mental.



A enxaqueca, ou cefaleia, é um problema de saúde enfrentado por cerca de 30 milhões de brasileiros, de acordo com dados do G1, um número preocupante.

Talvez você mesmo tenha diversos episódios de enxaqueca, que o esgotam ao extremo e o impedem de completar até as tarefas mais simples da sua rotina. Se essa é a sua realidade, talvez já tenha procurado médicos e compreendido melhor o que pode desencadear essas dores, mas se nunca se aprofundou nesse assunto, nós trazemos alguns conhecimentos muito importantes.

Por trás dessa dor, que pode até parecer simplesmente uma parte de você, já que persiste por tanto tempo, pode existir um grito de socorro da sua saúde mental, ao qual você precisa dar ouvidos o quanto antes.


Conforme dados publicados pela Associação de Ansiedade e Depressão da América (ADAA), as dores de cabeça podem ser um sintoma comum – e às vezes um bom indicador – de um transtorno de ansiedade, particularmente o transtorno de ansiedade generalizada (TAG). A enxaqueca é uma dor de cabeça bem forte, que costuma ser sentida em um ou ambos os lados da cabeça, ao redor das têmporas ou atrás de um olho ou orelha.

Incapacitantes, essas dores nem sempre vêm sozinhas, podem estar acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som, durando de horas a dias. Quando experimentamos esses episódios, também é comum termos sintomas visuais, como ver luzes piscando de 10 a 30 minutos antes de um ataque ou até mesmo perda de visão.

Como as enxaquecas se relacionam aos transtornos de ansiedade

De acordo com as informações da ADAA, pesquisadores sugeriram a existência de predisposição comum para transtornos de ansiedade, depressão e enxaquecas. Eles mencionaram um estudo realizado em 2009 que sugeriu que a enxaqueca pode preceder o início dos transtornos mentais.


Nesse estudo, os cientistas foram capazes de descobrir que 11% dos participantes que tinham enxaquecas também possuíam uma variedade de transtornos, como depressão, TAG, distimia, transtorno bipolar, ataques de pânico, transtorno do pânico, transtornos de abuso de substâncias, agorafobia e fobia simples.

Além desse estudo, a ADAA citou que outras pesquisas chegaram à conclusão de que pessoas com TAG e transtorno do pânico, em particular, apresentam enxaquecas ou outros tipos de dor de cabeça.

Aqueles que sofrem de transtorno de ansiedade e enxaquecas concomitantes também têm mais probabilidade de sofrer de depressão grave e até 40% dos pacientes com enxaqueca também experimentam depressão, segundo a Associação.

O seu artigo também afirma que depressão, transtornos de ansiedade e transtorno bipolar são significativamente maiores em quem sofre de enxaqueca do que na população em geral, assim como a epilepsia e o derrame. Já para as pessoas que sofrem de depressão grave e transtorno de ansiedade, o início da ansiedade geralmente precede a enxaqueca, mas se segue à depressão grave.


Como todos podemos imaginar, conviver com essa realidade mental tão complicada não é uma missão simples, mas felizmente não precisamos passar por isso sem nenhum tipo de ajuda, pois existem tratamentos disponíveis, conforme explicado pela ADDA.

A Associação explicou que os médicos que tratam esses pacientes podem escolher um medicamento porque ele é eficaz tanto para o transtorno de ansiedade quanto para dor de cabeça, como alguns ansiolíticos, antidepressivos tricíclicos e inibidores da monoamina oxidase.

Esses medicamentos também podem ser usados ​​para tratar apenas um transtorno de ansiedade. Nesse caso, é necessário que o médico faça o acompanhamento de perto para monitorar os efeitos e se certificar de que o medicamento contra ansiedade não está piorando o quadro de dor de cabeça, ou vice-versa.

Ainda segundo a ADAA, pesquisas também indicam que um bom tratamento para aqueles que sofrem de enxaqueca e estresse pós-traumático é a terapia cognitivo-comportamental (TCC).


Como você pode notar, existe muito mais por trás das enxaquecas do que é possível perceber à primeira vista, portanto, fique sempre atento a como elas começam e não perca tempo em procurar um médico para lhe indicar o tratamento mais adequado.

 

Nota: as informações e sugestões contidas neste artigo têm caráter meramente informativo. Elas não substituem o aconselhamento e acompanhamentos de médicos, nutricionistas, psicólogos, profissionais de educação física e outros especialistas.


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