Comportamento

Escola pede que alunos planejem o próprio funeral como lição de casa. Pais ficam revoltados!

1 capa Escola pede que alunos planejem o proprio funeral como licao de casa e pais ficam revoltados

Na atividade, os jovens precisavam escolher seu hino e estilo de caixão favoritos, além de opinar entre serem cremados ou enterrados.



A pandemia tem mudado a forma como as escolas funcionam. Com a necessidade do fechamento das instituições, crianças e adolescentes precisaram descobrir como se adaptar ao ensino a distância. Além dos estudantes, os professores tiveram que buscar novas formas de passar conhecimento, mas desta vez de um jeito diferente.

Com a mudança na forma de ensinar, muitas atividades e lições tiveram que adquirir outro formato, já que não é mais possível aplicar provas como antes, por exemplo.

Em Leicester, no Reino Unido, um caso no mínimo inusitado provocou revolta em pais e responsáveis. Crianças de 13 anos receberam como tarefa planejar o próprio funeral.


Os jovens deveriam escolher o hino a ser tocado no seu velório, o estilo do caixão, as melhores flores para a ocasião e fazer uma lista de convidados.

Os estudantes ainda precisavam escolher se seriam enterrados ou cremados. Uma decisão estranha para pessoas tão jovens.

A tarefa foi aplicada pela disciplina de estudos religiosos para os alunos do oitavo ano, na Escola Católica de São Paulo. Como se tudo já não fosse suficientemente estranho, eles ainda precisariam falar onde gostariam de ser enterrados ou ter suas cinzas espalhadas.

Segundo o jornal The Scottish Sun, a mãe Gemma Marston questionou em suas redes sociais se aquela atividade não era “um pouco demais” para os alunos daquela idade. Um pai explicou que algumas crianças ficariam muito assustadas com a ideia de morrer, e que isso poderia causar muito medo.


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Direitos autorais: reprodução/The Sun.

Outro responsável justificou que, no contexto atual de pandemia, as crianças já têm muita coisa com que lidar. Com mais de mil mortes por dia, não é tranquilo que a escola incentive a pensar e planejar a própria morte.

Um professor, que também entrou no debate, afirmou que jamais aplicaria uma atividade desse tipo, já que alguns alunos podem ser suscetíveis às ideias que recebem.

Os professores precisam pensar no contexto em que as crianças estão inseridas, algumas podem ter sofrido uma perda recente, outras podem ter familiares doentes, fatores que desencadeiam outras questões ainda mais complexas, podendo até gerar traumas.


A escola entrou em contato com as famílias e se desculpou, dizendo que a atividade foi enviada “por engano”. Muitos acharam a justificativa falha, já que os estudantes receberam a folha da tarefa, mostrando exatamente os espaços a preencher.

Um caso bem inusitado, principalmente em tempos de pandemia, quando milhares de pessoas morrem diariamente. O debate sobre como explicar o contexto da morte, como abordar a perda e o luto é complexo e envolve não apenas o grau de envolvimento com quem morre, mas também a cultura e a crença de cada família.

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