Comportamento

Escritora critica mães que reclamam do ensino on-line: “Você escolheu ter filhos e escola não é babá”

O fechamento de escolas acaba prejudicando algumas famílias, mas Samantha se sente incomodada com as reclamações nas redes sociais.



Uma das principais medidas de contenção de novos casos de covid-19, adotadas tanto no Brasil quanto no resto mundo, foi o distanciamento social. Para frear o número de infecções e não sobrecarregar os hospitais, várias cidades adotaram o chamado lockdown, fechando empresas privadas e instituições públicas e privadas, fazendo com que as famílias ficassem em casa.

Recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das principais formas de combater o novo coronavírus, o isolamento social acabou se tornando um dos assuntos mais discutidos nos últimos meses. Enquanto algumas pessoas creem na importância das novas medidas sanitárias, outras se veem desesperadas em ter de administrar a casa, os filhos e o trabalho, preferindo que alguns locais continuem abertos.

As famílias com crianças são as que mais dividem opiniões. Algumas apostam nas aulas virtuais como a melhor forma de passar por este momento, mas outras não encaram a realidade da mesma forma.


Os contextos são diferentes; enquanto nalgumas casas há membros para ajudar nos afazeres, noutras não, sobrecarregando apenas um indivíduo, que precisa dar conta tanto da rotina de trabalho remunerado quanto da educação dos filhos.

Isso sem falar nas famílias que nem sequer dispõem de recursos financeiros para manter as crianças estudando em casa, já que não têm nem os instrumentos necessários para assistir às aulas, como computador, smartphone ou mesmo uma rede de internet.

No Brasil, por exemplo, as famílias com menor poder aquisitivo viam na escola não apenas um lugar de aprendizado, mas também de refúgio, para que os filhos não ficassem nas ruas, recebessem alimentação adequada e não corressem riscos de abusos.

Mas algumas pessoas se incomodam com a reclamação dos pais e mães que preferiam que as escolas ficassem abertas.


A escritora Samantha Brick, de 49 anos, que mora na França, explica que tem consciência de que o momento é único, mas que os bloqueios são avisados pelos governantes antes de acontecer, o que deveria fazer com que as famílias se preparassem para a rotina que precisam enfrentar dentro de casa, já que as escolas não são babás.

Conforme diz Samantha, segundo reportagem do The Sun, o que mais a incomoda não é precisar manter o distanciamento social, mas ter de encarar as redes sociais recheadas de reclamações de mães que não aguentam ficar com os próprios filhos em casa.

Ela acredita que as famílias deveriam gastar energia criando estratégias sensatas e viáveis, que ajudem a passar por este momento, ao invés de usar a internet para falar de suas experiências negativas com as medidas.

A escritora explica que sente “pena” das crianças que não vão conseguir ver seus amigos ou desfrutar de um ambiente mais estruturado, mas que não tem nenhuma simpatia por pais desorganizados.


Segundo ela, sempre existiram sinais de que os bloqueios aconteceriam, já que as informações dos órgãos de saúde são públicas e postadas diariamente, o que dá uma noção do cenário atual.

A escritora conta que sempre que uma nova medida de isolamento é tomada, faz questão de mudar suas redes sociais, já que não suporta acompanhar a reclamação das mães de como é difícil supervisionar a educação dos filhos ou inventando formas de se encaixar no status de trabalhadoras-chave, para que as crianças voltem a frequentar as aulas presencialmente.

Todas as reclamações, para ela, soam como insensíveis, já que as mães não são as únicas a sofrer com o isolamento social. Samantha conta que tem inúmeras amigas solteiras e sem filhos que estão há meses sem ver os familiares, passando por momentos igualmente difíceis.

Além disso, ela não concorda com os pais e mães precisarem se ausentar do trabalho, fazendo com que colegas precisem cobrir suas folgas ou ausências.


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