Amor

Esperando a pessoa certa..

esperando

O amor divino pede apenas paz para um irmão, sabendo que esta é a única maneira de nós mesmos ficarmos em paz. O amor puro é o resgate da linha de nosso coração. O ego abre fogo contra isto, fazendo tudo o que puder para bloquear a vivência do amor em qualquer forma.



Quando duas pessoas se unem, as muralhas que parecem nos separar desaparecem. Os amantes não são simples mortais, são algo mais, porque quando nos apaixonamos, há um instante no qual percebemos a verdade completa um sobre o outro. Os amantes são perfeitos. Não se trata somente de nossa imaginação.

Mas a loucura logo aparece, porque assim que a luz surge, o ego começa a exercer sua poderosa pressão para eliminá-la. De repente, a perfeição que vislumbramos no plano espiritual se projeta sobre o físico. Em vez de percebermos que a perfeição espiritual e a imperfeição material (física) coexistem, começamos a procurar pela perfeição material (física).

Achamos que a perfeição espiritual do outro não é suficiente e, assim, ninguém mais consegue ser um ser humano. Idealizamos uns aos outros e quando alguém não está à altura do ideal, ficamos decepcionados.


Rejeitar o outro simplesmente porque é humano tornou-se uma neurose coletiva. É inútil rezar e pedir pela alma gêmea, ou a pessoa certa se não estamos prontos para recebê-la. Nossas almas gêmeas são, assim como nós, seres humanos e também estão passando pelos processos normais de crescimento. Ninguém nunca está “pronto”. O topo de uma montanha é sempre a base de outra e, mesmo quando alguém nos encontra quando nos sentimos ‘no topo’ das coisas, existem grandes chances de logo estarmos passando por algo que vai nos desafiar. É o nosso compromisso em crescer que torna isto inevitável.

Problemas com relacionamentos acontecem quando não soubemos tirar o maior proveito das oportunidades que tivemos. Às vezes não reconhecemos naquele instante como aquela pessoa era maravilhosa. O amor está à nossa volta e o ego é o obstáculo que nos impede de perceber a presença do amor. A ideia de que existe uma pessoa perfeita que ainda não apareceu é um grande obstáculo.

Nossa vulnerabilidade em relação ao mito da “pessoa certa” vem da glorificação do amor romântico. O ego se utiliza do amor romântico para seus objetivos “especiais”, levando-nos a pôr em risco nossos relacionamentos ao sobrevalorizar o seu conteúdo romântico. A diferença entre uma amizade e o romance pode ser comparada com uma flor com caule comprido, o caule é a amizade e a florescência é o romance. Nosso foco se volta automaticamente para a flor porque o ego se orienta pela sensação, mas todo o alimento de que a flor necessita para sobreviver chega a ela através do caule.

A haste pode parecer sem graça, mas sem ela a flor morre. O desaparecimento do fervor romântico não significa necessariamente o fim de um relacionamento maravilhoso, a não ser para o ego. O Espírito consegue ver as sementes do renascimento em qualquer padrão de declínio.


Não é nossa tarefa procurar o amor, mas procurar todos os obstáculos que levantamos para evitar que ele apareça. Achar que existe alguém especial que vai nos salvar é um obstáculo para o amor puro e é uma poderosa arma do ego. É o modo pelo qual ele nos mantém afastados do amor. Procuramos desesperadamente pelo amor, mas trata-se do mesmo desespero que nos leva a destruí-lo assim que o encontramos. Procurar pela “pessoa certa” leva ao desespero, a “pessoa certa” não existe porque não existe a “pessoa errada”. Existe a pessoa que está na nossa frente e as lições perfeitas que precisam ser aprendidas com essa pessoa.

Se o nosso coração deseja um companheiro, o Universo pode enviar alguém que talvez não seja o melhor companheiro íntimo do mundo aos nossos olhos, mas que talvez seja algo melhor: alguém com quem teremos a oportunidade de trabalhar aqueles pontos em nós que precisam ser curados antes que estejamos prontos para vivenciar uma intimidade mais profunda.

A crença no amor especial nos leva a descartar qualquer coisa que não vemos como matéria-prima para um “relacionamento total” (os diamantes não lapidados). Este é um truque do ego para se certificar de que vamos procurar e não encontraremos.

O problema de não levar a sério um relacionamento se aquela não parece ser a “pessoa certa” é que de vez em quando a pessoa certa aparece (às vezes até como a pessoa errada transformada), mas estragamos tudo porque estamos sem prática. Ela está aqui, mas não estamos prontos, não temos trabalhado em nós mesmos, estamos esperando pela pessoa certa.


Um dia vamos perceber que nada acontece fora de nossa mente. O modo como uma pessoa parece surgir para nós está intimamente ligado ao modo como optamos por nos mostrar a ela. O amor é uma emoção participativa. Em um relacionamento divino, temos um papel ativo na criação do contexto no qual a interação pode se desdobrar da maneira mais construtiva possível. Precisamos criar ativamente as condições que interessam, em vez de esperar passivamente para ver se estamos interessados ou não.

José Batista de Carvalho – Via: Universo  Natural

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