Comportamento

Esposa descobriu que marido era transgênero e se revoltou: “Me traiu de maneira imperdoável”

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Karen acredita que as esposas precisam contar suas histórias, já que elas são “apagadas” pelas versões de quem passa pelo processo de transição.



O processo de transição de gênero é individual, e não existe uma quantidade definida de tempo que as pessoas podem passar até conseguirem atingir a forma e a ideia do que desejam.

Como implica em lidar com sensações e sentimentos humanos, nem sempre o caminho a ser percorrido é igual para todos, mas parte de um princípio semelhante: o de insatisfação.

Inicialmente, a pessoa sente que ocupa um corpo que não corresponde ao seu gênero, de fato, demonstrando que existe uma incongruência entre o que foi descrito pela sociedade, e o que é sentido por quem está naquela pele. Além de buscar compreender o que acontece consigo mesmo, o indivíduo ainda precisa lidar com o preconceito, que parte não apenas de desconhecidos, mas também de familiares, que não aceitam a transição.


Para Karen Ranney, de 64 anos, descobrir que seu “marido” se identificava como uma mulher fez com que se sentisse traída, escrevendo um livro sobre o assunto, onde se autointitula de “viúva da grama”, aquela que não possui um túmulo para chorar. De acordo com reportagem no New York Post, a mulher sempre considerou possuir uma “mente aberta”, já tendo trabalhado como dançarina quando era mais jovem, conhecendo homossexuais no mundo da dança.

Mas, para ela, tentar lidar com a transição do então “marido” era demais, principalmente quando se reuniu com os conselheiros de gênero dele, que estavam acompanhando a situação desde o início. De acordo com ela, seu senso de traição e de abandono não foram tratados da forma como esperava, sentindo que todos eram indiferentes ao seu sofrimento.

Karen acredita que as esposas precisam contar suas versões, já que enxerga que o impacto emocional que passam raramente é discutido, o que, para ela, faz parecer como se o passado inteiro tivesse sido apagado. A mãe de dois filhos conta que o casamento começou a mudar em 1992, e eles tinham 17 anos de união a essa altura.

Neddy (nome fictício que deu ao marido, o qual ela continua se referindo no pronome masculino) voltou de uma viagem de negócios e tirou suas roupas. Karen percebeu que ele não tinha os pelos do corpo, e assim que ela tentou compreender o que tinha acontecido, ele apenas respondeu que era seu próprio corpo, e quem tomava as decisões era ele mesmo.


No dia seguinte, ela encontrou uma porção de diários dentro da mala de Neddy, e invadiu sua privacidade, lendo todos eles. Foi quando descobriu que ele era transgênero e que nunca tinha mencionado nada sobre o assunto, inclusive sabendo de detalhes como se vestir com roupas femininas. Em choque, Karen conta que pensou brevemente em pular pela janela, mas desistiu da ideia e confrontou o companheiro na mesma noite.

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Direitos autorais: reprodução YouTube/Karen Davis.

Quando descobriu o que estava acontecendo, tomou a decisão de pegar os filhos, de um e quatro anos, e ir para a casa dos pais, em Wisconsin, Estados Unidos. Após três meses, ela voltou ao Brooklyn, e acredita que tenha apenas reagido a uma “crise de meia idade”, e explica que voltou porque sentiu que tinha a obrigação materna de tentar fazer com que seu casamento funcionasse.

Mas ela descreve os três anos seguintes como um “purgatório”, assistindo ao processo de transição de Neddy sem concordar com o que estava acontecendo. Primeiro foram os pelos, depois ele começou a tomar hormônios e desenvolveu seios, e passou por essas mudanças sem poder contar com Karen, precisando esconder o próprio corpo sob camadas e camadas de roupas.


Neddy assumiu que estava passando por um tratamento hormonal e também revelou que já estava delineando planos para fazer a cirurgia de redesignação de gênero, e pediu que Karen encontrasse um terapeuta que pudesse ajudá-la a compreender e aceitar o que estava acontecendo. A mulher conta que ele tinha a esperança de receber apoio e de fazer com que o “status quo” fosse mantido.

Para Karen, as sessões de aconselhamento foram desastrosas, sendo apresentadas formas de persuadi-la a permanecer em um casamento que considerava insustentável. Foi quando pediu ao marido para ir embora, sentindo que tinha sido traída de uma forma imperdoável, pedindo o divórcio antes que Neddy passasse pela cirurgia, em 1996.

Neddy disse aos filhos que agora eles tinham duas mães e que deveriam chamá-la de Dee Dee, e embora as crianças tenham encontrado dificuldades emocionais inicialmente, compreenderam rapidamente a situação. Inclusive, depois que cresceram, passaram a enfrentar Karen, explicando que continuar chamando-a por pronomes masculinos era “maldoso, cruel e vil”.

Mesmo após todos esses anos, Karen explica que ainda não conseguiu superar o senso de traição e o “apagamento” de sua união. Ela finaliza perguntando por que deveria manter as fotos de seu casamento dentro de um armário, já que o escondeu para que as visitas não perguntassem sobre tudo. Ela acredita que tenha direito a ter sua própria história.


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