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Esposa do capitão do Corpo de Bombeiros, que atropelou ciclista, afirma que ele a teria deixado paraplégica

De acordo com a esposa do capitão do Corpo de Bombeiros, João Maurício Correia Passos, o marido teria a deixado paraplégica em 2018 por dirigir embriagado.



Na manhã do dia 11 de janeiro, o capitão do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, João Maurício Correia Passos, de 36 anos, atropelou o ciclista Cláudio Leite da Silva, de 57 anos, depois de passar a madrugada consumindo cerveja, vodca e uísque.

O ciclista morreu na hora e João Maurício fugiu do local, mas foi indiciado na tarde do mesmo dia por homicídio com dolo eventual (quando se assume o risco de matar), por dirigir embriagado e abandonar o local após o acidente.

Direitos autorais: reprodução Época.

Segundo reportagem do G1, o capitão foi flagrado pelas câmeras de segurança enquanto comprava bebidas alcoólicas na loja de conveniência de um posto de gasolina, uma hora antes do acidente; dentro do veículo foi encontrada uma garrafa de uísque pela polícia.

O ciclista Cláudio Leite era taxista aposentado e tinha o hábito de pedalar todas as manhãs naquela região, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Cláudio morreu na hora, sem receber socorro; o carro de João Maurício ficou com a lataria muito danificada.


Segundo o capitão, ele procurou se esconder na casa de um amigo e abandonou o local por medo de “linchamento”. Mas as câmeras de segurança, que conseguiram gravar o momento exato do acidente, mostram que não havia mais pessoas além dele e da vítima.

Direitos autorais: reprodução Época.

A mulher do capitão João Maurício, em depoimento, relatou que ficou paraplégica porque se envolveu em um acidente de carro dirigido por seu marido, também alcoolizado, em 2018. De acordo com a esposa, que não quis se identificar, ela sofria violência doméstica de forma regular, normalmente quando o companheiro estava sob efeito de álcool.

Agredida tanto verbal quanto fisicamente. Ela conta que o marido sempre a ofendia, dizendo que não queria uma mulher de cadeira de rodas.

Casados há 14 anos e com dois filhos, o casal já tinha problemas havia algum tempo. Depois de uma denúncia da esposa contra João Maurício, ela sofreu tentativa de estrangulamento, isso levou à prisão dele em flagrante, por violência doméstica, mas no dia seguinte, ele já estava livre novamente. Ele também recebeu medidas protetivas para que ficasse a, no mínimo, 300 metros de distância da esposa.


De acordo com a GloboNews, a polícia, com base na Lei Maria da Penha, já havia pedido prisão preventiva de João Maurício, em dezembro de 2020, por ameaça e lesão corporal, pena que não chegou a ser cumprida. Conforme apurado, ele possui 19 multas de trânsito vencidas, sem pagamento, sendo dez por dirigir acima do limite de velocidade, quatro por dirigir com a carteira de motorista suspensa e outras cinco por infrações diversas.

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