Essa mania de reclamar…

Reclamar entrou na moda há um bom tempo e a tendência continua em alta. Se reclamar fosse um trabalho, não mais teríamos desempregados. E, se teríamos, seriam poucos. Parece doença viral. Um começa e o outro já pega o embalo e continua a ladainha.

Meu emprego é ruim. Meus pais não me entendem. Meus filhos não param um minuto. É muito tarde. É muito cedo. E, assim, segue o barco.

Alguma vez você já parou para pensar que se, hoje você ouviu seu celular tocar é porque você está vivo? Sim, eu sei que é mais fácil seguir a linha que todo mundo segue e reclamar que aquela porcaria toca cedo e sair da cama é um tédio.

Mas pense. Se, no final de semana, você tem que limpar a casa é porque você tem uma casa.

Se tiver que arrumar a cama todo dia, é porque tem onde dormir. Se as suas roupas não cabem mais, é sinal de que você tem comida. Se não encontrar uma vaga no estacionamento, é porque você tem um carro.

E se, no final do dia, você estiver exausto e cansado, isso significa que você tem saúde para trabalhar e se sustentar.

Se você ouve gritos de crianças, música alta e o barulho aborrecedor das grandes cidades, é porque você tem uma boa audição ou até mesmo, pode ouvir.

Se seu cabelo não se ajeita e está um verdadeiro ninho de tão emaranhado, é porque você tem cabelos e não precisou raspá-los.

Se seus pais enchem sua paciência e vivem reclamando de tudo, você tem pais. E sabe aquelas festas de família que você tem que ir todo final de ano, então, você tem uma família.

É só pensar um pouco.

Quanta gente querendo ser e ter muito do que você reclama ter. Do que nós, do que eu reclamo ter.

Se for cedo, você verá o sol. Se for tarde, desfrute do brilho das estrelas. Se o dia for chuvoso, jogue-se na chuva e esqueça como vai ficar depois. Cheiro de cachorro molhado? Que nada!

Eita jeito de pensar pequeno (infelizmente pensar já não é tendência). E, sim, estou reclamando.


Direitos autorais da imagem de capa licenciada para o site O Segredo: zurijeta / 123RF Imagens



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