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Essência: aquilo que, no fundo, somos… o eu genuíno… a totalidade!

Afinal, o que é essência?

Ao falarmos de essência, torna-se imprescindível a sua compreensão no sentido mais puro; aquilo que, no fundo, somos, o eu genuíno, a base do ser, o  “eu superior”, ou a totalidade, também conhecida como self na psicologia junguiana.


Ao longo da vida, construímos a crença de que somos apenas aquilo que aprendemos a partir do contato com o mundo externo, seja família mídia, sociedade, religião e outros.

Tudo isso tem seu valor de importância na construção do sujeito, porém, muitas vezes acontecem distorções sociais de cobrança extrema e repressão da singularidade do indivíduo, o que faz com que a pessoa se distancie cada vez mais da expressão de sua verdadeira natureza, gerando tristeza e comumente um sentimento de vazio ou falta de sentido.

Apesar de termos nos esquecido dessa verdade fundamental, ela existe dentro de cada um de nós, como uma centelha do Divino.


Em geral, não vivenciamos nossa essência porque nossa percepção está muito dominada e limitada pela personalidade/ego. No entanto, à medida que nos conscientizamos, podemos nos tornar mais flexíveis, possibilitando uma vivência mais direta com a essência.

Quando deixamos de nos identificar com as “máscaras” e saímos da postura reativa, nossa natureza essencial pode, finalmente, vir à tona e assim nos tornamos seres mais espontâneos e, portanto, mais reais e livres.

Entretanto, é importante salientar que ao retomarmos à conexão com a essência, não perdemos nossa personalidade, já que esta é de extrema importância para a vida prática, enquanto seres humanos habitando este planeta.

É preciso compreender que o ego não é ruim e nem deve ser dissolvido, como algumas vertentes espiritualistas pregam, pois ele possui a importante função de nos auxiliar a viver na matéria, vivenciarmos nossos sonhos e nos relacionarmos uns com os outros.


O ego precisa apenas ser desinflado e equilibrado para que o indivíduo possa perceber que ele é muito mais do que aquilo que ele foi levado a acreditar ser.

Assim, o ego passa a estar “à serviço da essência” e podemos realizar os mais altos propósitos em alinhamento com a profundidade de nossas almas.

Quanto mais estamos presentes, conscientes e vivendo na verdade da essência, maior será o fluxo energético em nossos corpos e maior será a prosperidade em nossas vidas.

Por mais forte e profunda que tenham sido as dores e traumas que uma pessoa sofreu e por maior que tenha sido a sombra vivenciada pela alma, nesta ou em outras possíveis existências, a essência permanece pura e imaculada.

Conscientemente ou inconscientemente, sempre desejamos ter a coragem de ser quem realmente somos.

Sendo assim, siga o anseio de sua essência, pois ela almeja libertar-se e expressar-se, ressoando toda a sua luz no mundo!

Com  toda a minha essência,

Tatiana M. Galvão

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Direitos autorais da imagem de capa: grinvalds / 123RF Imagens





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