Está em um momento de dor? Use a técnica do gaveteiro e veja a diferença!

Qual o segredo para ficar bem mesmo quando parece que o caos se instalou na sua vida e não vai sair.

Esta técnica vai colocá-lo na lista dos que CONSEGUEM superar!

Afirmo isso, pois nunca compartilho uma técnica que não tenha sido comprovada em minha vida pessoal, ou que tenha acompanhado pacientes, ou alunos, superando e vencendo etapas difíceis com êxito.

Antes de explicar a técnica, vamos conhecer alguns dos nossos autossabotadores, aqueles danados que se instalam na nossa vida em forma de crenças como: sempre fui assim, não consigo mudar; isso vem de família, todos sofrem muito, preocupam-se, são sensíveis; como posso ficar bem, vendo tanto sofrimento, etc.

Esta técnica deve ser usada em situações de fortes tensões, quando você tem uma decisão importante a tomar e está com muitas coisas mal resolvidas em sua vida, quando muitos problemas resolveram aparecer juntos…

Quando a gente vai usando, ela se torna automática e, o mais fantástico é que o cérebro organiza o “gaveteiro” preventivamente, o que faz com que a gente comece a ficar mais tranquilo quando passa por uma situação de pressão. Isso acontece porque a gente fica com uma “área de alerta ativada”, vamos dizer assim.

Separe oito minutinhos apenas e entenda bem como fazer:

Para ficar mais fácil ainda, vamos a um exemplo prático de uma situação de pressão na vida:

Você tem que planejar a viagem de férias dos seus sonhos, que passou anos querendo fazer e, que já está com toda a logística pronta. Você já tem o “pacote” comprado e pago, apenas precisa organizar roteiros. Você tem que sair de férias de qualquer jeito no trabalho, já passou do seu prazo legal. Mas, você está em conflito, pois está com alguém querido muito doente, no trabalho foram demitidos alguns colegas, você está recebendo críticas de algumas pessoas próximas por não ter desistido da viagem ainda. O cansaço e a angústia estão tomando conta de você, pois você não tem como não ir, a não ser que perca todo o investimento que fez.

Quanto mais a gente se pressiona, menos a gente tem inteligência emocional (equilíbrio razão e emoção) para resolver os problemas sem se precipitar.

Você precisa parar por uma meia hora, no mínimo. Coloque um aroma agradável, uma música que faça você relaxar um pouco, dê-se um abraço e faça a posição de vitória por dois minutos (coloque os braços erguidos em V e, se quiser, fale alto algo do tipo: eu consigo, vou vencer mais uma vez, já tive situações piores e superei…). É fundamental essa preparação, pois o cérebro será ativado de forma adequada para manter foco e equilíbrio.

Agora, desenhe mentalmente um gaveteiro de sua preferência, com a gaveta do roteiro da viagem, a gaveta das emoções que está sentindo por causa dessas situações todas, a gaveta da pessoa doente, a gaveta do trabalho com a situação das demissões, a gaveta das críticas que anda recebendo e, a gaveta de suas crenças que estão presentes nessa tomada de decisão.

Abra uma gaveta por vez.

A primeira gaveta é a das suas crenças.

Se, você acredita que está sendo insensível por pensar em ir de qualquer forma, por causa dos comentários que anda escutando, ou que você não vai conseguir se divertir com tudo isso acontecendo na sua vida, ou outra crença limitante parecida, tem que mudar essas crenças primeiro.

Você trabalha e merece realizar seus sonhos. Imprevistos acontecem e, toda tomada de decisão exige um ganho e uma perda, ou seja, se não for, vai sofrer as consequências financeiras e emocionais, pois talvez não consiga tão cedo reestruturar uma nova viagem. Se for, tem que ir inteiro, ou seja definir metas claras e atitudes que levem você a realmente viver o agora, bem como a curtir a viagem.

Quando terminar a revisão das crenças, você passa para outra gaveta de sua escolha. Independente da sequência que coloco como exemplo, o resultado é o mesmo. Você consegue separar bem as coisas.

Outra gaveta, a das emoções que estão tomando conta de você.

Procure sentir e listar todas elas. Agora pense que: precisa focar no VIVER AGORA, se você se “afundar” em desespero não se ajuda e, não ajuda em nada a situação. Só se toma decisões em equilíbrio! Reviva todas as situações difíceis que passou e veja como solucionou na época, assim seu cérebro busca associações e coloca o foco na resolução do problema.

Outra gaveta, a das críticas que está recebendo.

Não esqueça que ninguém “está na sua pele”. Todos os que opinam, provavelmente querem seu bem, mas olham a situação com o “olhar delas”. Foque nas suas crenças, nos seus sentimentos, para poder atribuir o peso certo em cada avaliação que está fazendo. Normalmente as opiniões são contraditórias e você tende a ficar mais confuso ainda. A decisão precisa ser totalmente sua!

Outra gaveta, a do trabalho.

Provavelmente, não é o primeiro e único trabalho que teve, ou que terá. De qualquer forma, se você sempre faz o que acredita ser correto no seu ambiente de trabalho, se dedica e está com a “consciência limpa”, você consegue pensar que: seu lugar está garantido, ou, que se o seu lugar não estiver mais ali, você tem competência para conseguir uma alternativa. Como você precisa sair de férias de qualquer forma, aproveitar bem os momentos é o ideal para voltar com “carga total”.

Outra gaveta, a da pessoa querida que está doente.

Nessa você deve listar tudo o que sente e refletir por ângulos bem diferentes de visão, se o peso dessa situação for maior. Lembre-se de todos os momentos que passaram juntos, bons e ruins. Ativar essas lembranças, fortalece a tomada de decisão.

Hoje a tecnologia permite que a gente esteja perto, mesmo distante fisicamente. Pense em tudo o que você pode fazer antes da viagem para se dedicar a situação. Estabeleça ações bem concretas para se sentir inteiro com essa pessoa até ir. O segredo sempre é viver intensamente cada momento, para não ficar com a sensação de devedor, de falta, de que não fez…

Última gaveta do exemplo, o roteiro e ações para a viagem.

Depois de todo esse exercício, com as gavetas definidas e já cheias, com tudo separado, fica bem mais fácil arrumar a última. Você já tem mais clara a decisão e agora coloque as metas finais do que tem que fazer para a viagem (no caso de ser essa a decisão). Mas, não esqueça que é necessário foco no presente e estar inteiro, seja qual for a decisão. Quando a gente se sente dividido, fica sem energia emocional e, por vezes físicas. Toda divisão, neste caso, leva à fragilidade, à ansiedade…

Quanto mais a gente aumentar, diminuir, redimensionar as gavetas, melhor. O importante é o comando: eu separo os problemas, analiso e coloco metas em cada um, eu tomo atitudes separadamente, pois a chance de acertar, de reduzir ansiedade, de manter o foco e o equilíbrio emocional é muito maior.

Agora, hora de você construir seu gaveteiro!

Abraço carinhoso!

Isabel

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Direitos autorais da imagem de capa: belchonock / 123RF Imagens



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