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Estamos de passagem e aqueles que se vão deixam a sua presença na memória de nossa alma…

Quando somos mais novos, não nos damos conta de como a morte é um processo natural.

Conforme vai passando o tempo e os seres que conhecemos partem, começamos nos sentir ameaçados com a presença da morte.



Até que um dia, ela vem ao nosso encontro, levando de nós quem amamos!

Quando ela vem fazer parte de nossa existência, lidar e conviver em sua companhia é doloroso, mas, ao mesmo tempo, é um choque de realidade.

Passamos muito tempo, conversando com ela, nos momentos de luto.


Ela nos revela muitas coisas.

Tudo que, antes dela bater à nossa porta, não compreendíamos, passamos a compreender.

Aquilo que parecia tão importante, perde a importância.


Ao que não valorizávamos, passamos a dar valor.

Cada momento que, antes, era rotineiro, torna-se único.

Cada dia se torna uma graça e uma dádiva, por mais que possamos estar desmotivados.

Cada emoção, sentimento e pensamento não passa despercebido e nos conta algo sobre nós.

As lembranças daqueles que partiram e se foram, tornam-se preciosos tesouros guardados no baú de infinito valor, que é nosso coração!

A vida segue, mas nós nos transformamos, despertamos do sono da ilusão.

A morte nos desperta para vivermos com lucidez.

Estamos de passagem… aqueles que se vão passaram por nossa vida e deixaram viva a sua presença na memória de nossa alma.

O significado de cada momento está atrelado a vivê-lo com presença.

A temida morte nos recorda a urgência de viver cada momento como único.

Por mais corriqueiro que cada momento seja, é, realmente, único e fará a diferença no dia em que aqueles que amamos partirem ou, até mesmo, após a nossa partida!

A morte é a chama da transformação, na qual o chumbo de nossos apegos, medos, futilidades, ressentimento, materialismo, egoísmo, arrogância, vaidade, derretem para surgir o ouro da compreensão.

Morrer não implica, necessariamente, só na questão física.  Ao viver, morremos todos os dias.

Quantos do que fomos já morreu para nascer quem hoje somos?

Quantos de nós morreremos para nascer o que seremos?

Vida e morte são parceiras inseparáveis. Mestras que nos ensinam que a existência é passageira, mas viver com presença é entrar para a eternidade.

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Direitos autorais da imagem de capa: marjan4782 / 123RF Imagens

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