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Estar Só ou na Solidão…

É muito comum consideramos que alguém que fala de solidão, certamente está sozinho. De igual modo, quem se diz sozinho logo associamos que vive na solidão. Sem dúvida essa associação está longe de ser uma verdade.


Quem de nós já não se sentiu sozinho mesmo com muitas pessoas à nossa volta nos tratando até muito bem.

Este sentimento nada pode estar relacionado com sentir solidão. Podemos nos sentir sozinhos por diversas razões, em várias situações na vida.

Se estamos em um lugar que não conhecemos as pessoas ou não temos muita afinidades com elas, é natural nos sentirmos só, ou seja deslocados de uma ligação mais descontraída com as mesmas. Mudanças de emprego, cidade, rompimento de relacionamentos estão, entre tantos outros fatores que podem nos levar a sentirmos sozinho na estrada ainda que por curto tempo.

Podemos estar sozinhos também por desejar, e nos sentirmos muito bem. Este é um comportamento que ao longo da vida podemos ter em várias idades, pois se faz mesmo necessário para o nosso próprio crescimento interno. Olhamos melhor para dentro de nós, quando estamos sozinhos, e não na solidão. Ela pode sim surgir em um determinado momento até pelo motivo que nos levou a ficar sozinhos, mas não tornará certamente uma dominante, se estamos certo do querer estar só.


Se estivermos solitários, e nos sentimos desintegrados do mundo, angustiados, cheios de culpas, vazios, sem vontade de abraçar a vida, aí sim estamos sozinhos e na solidão, e o quadro merece total atenção.

A solidão é um abandono de nós mesmo, uma desmotivação para ser e ter, um estado de descrença em nós e no mundo, independente se estamos sozinhos ou acompanhados. Ela é o não suportar estar consigo. Bem sabemos que em alguns estágios, se faz necessário acompanhamento médico. A solidão te leva ao isolamento e não ao desejo de bem estar, em se permitir ser sua melhor companhia, sem desmerecer nenhuma outra.

Quando formos capazes de nos sentirmos plenos em estar sozinhos sem solidão, estamos prontos para abraçar o mundo sem culpas nem culpados.


Paul Tilich, importante teólogo religioso do século XX afirmou: “A linguagem criou a palavra solidão para expressar a dor de estar sozinho. E criou a palavra solitude para expressar a glória de estar sozinho”.





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