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Estude sua alma…

Já parou para perceber e observar se consegue manter a permanência de seu equilíbrio interior?

Se sim ou se não, as respostas variam, obviamente, mas se sua resposta foi negativa em relação a não ter uma mínima constância de seu equilíbrio de espírito, quer dizer (possivelmente) que não ocorre o bom ânimo.



Não o ânimo que é a euforia efêmera, mas sim do bom ânimo que nos mantém firmes nas tempestades, nas fases em que nos sentimos inúteis, em que nos vemos em desvantagens em várias situações da vida ou até mesmo quando nos vemos nada bonitos no espelho.

Tudo isso e outras situações mais complexas nos “cegam” em muitos momentos em que nosso cérebro é tomado 95% pelo desânimo, que nos faz ter o corpo mole, a tristeza chega com uma força descomunal, a cabeça pesa e todas vontades vão pelos ares.

Porém, dos 95% que dominam nosso cérebro nessas fases, os salvos 5% ainda têm a força para nos chacoalhar e nos emitir vozes interiores para levantarmos, que não podemos perder oportunidades, que devemos pegar o tênis, ir caminhar, que devemos pegar um bom livro, estudar e expulsar o desânimo, que em estatística pode ser maior em número, mas a força de vontade, não.


Com as comuns situações que citei somadas à estatística, parece uma explicação piegas, certo? Mas garanto que não, pois é cada vez mais visível o quanto o ser humano apresenta essas inconstâncias de ânimo.

O sobe e desce de humor pode ser a tão citada bipolaridade? É claro que pode, porque, infelizmente, cresce o número desses casos, contudo, eu me refiro aos casos em que o indivíduo não tem as doenças biológicas, mas sim as espirituais. As alternâncias de bem-estar e mal-estar pode estar relacionada às simples ideias e concepções que temos de nós mesmos, que são originados a partir da falta do autoconhecimento. E, na falta dessa prática, são alimentadas por nós mesmos a falta de amor-próprio, a carência, a insegurança, a inveja, a fácil irritabilidade, a ansiedade (desconta-se principalmente na comida e assim querer preencher o vazio interior ou o efeito também ocorre ao contrário onde não há vontade alguma de comer), a sensação de estar sem rumo na vida.

Todavia, vejamos bem um ponto de suma importância: apesar de sentir todos os sintomas acima citados, ainda assim, o indivíduo não tem pensamentos suicidas e nem quer fugir por aí para não ser mais encontrado por ninguém. Não, o que quer é apenas sair fase que se instalou, trazendo pensamentos e sentimentos que sufocam. É, paradoxalmente, um humano cheio de vida que luta com as variações dentro de si mesmo. Lembram dos 5% que emitem vozes de socorro e alerta para nos levantar? Serão esses pequenos 5% que se tornarão gigantes dentro de nós para nos tirar do estágio de “paralisação espiritual” e lembrar que podemos manter nosso equilíbrio interior quando esses momentos chegam e nos arrebatam.

Contudo, não adianta nada querer o constante equilíbrio, se não tivermos Deus como centro de tudo.

Como assim? O centro de tudo é quando reconhecemos plenamente que Deus nos sustenta e, é nesses períodos da falta do bom ânimo, que, mesmo que muito rápido, pedimos o socorro do Alto, tal qual o ensinamento de Jesus no livro do Apóstolo João 16:33; isso é reconhecer e saber que é com a força Dele que também conseguimos ouvir a voz dos 5% que estão lutando contra os outros 95% que querem nos devorar e nos pôr, definitivamente, como prisioneiros dos “vai e vem”. Essa voz não é apenas a sua, mas também a do Espírito Santo que, tão logo, quer nos reerguer.
Então, queridos e amados de Deus, estudem-se, observem-se e percebam aqueles frágeis momentos que nos tomam ao ponto de não sabermos o motivo de um baixo-astral. Devemos lembrar que nunca seremos finitos ao nível de estarmos construídos totalmente.


Somos moldáveis pelo tempo e aprendizado que adquirimos a cada passo que damos e é daí que vem o amadurecimento interior e o equilíbrio disciplinado.

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Direitos autorais da imagem de capa: ammentorp / 123RF Imagens

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* Matéria atualizada em 13/01/2018 às 4:37





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