Pesquisas

Estudos revelam que o casamento pode diminuir os níveis de estresse e aumentar a imunidade

Pesquisa realizada pela Universidade Carnegie Mellon mostra que o estado civil pode influenciar nos níveis de estresse dos indivíduos ao longo do dia, principalmente no período da manhã.



O casamento é uma antiga tradição humana, normalmente associado ao cristianismo e à Igreja Católica, encarado como um contrato, uma ação ou uma cerimônia que estabelece uma união conjugal. As pessoas envolvidas nessa ação têm o principal objetivo de dividir a vida, compartilhando interesses, atividades e responsabilidades.

Durante muito tempo, o casamento não era tratado como uma união de pessoas que se amam e querem partilhar a vida, mas como forma de garantir a manutenção de relacionamentos entre grupos sociais. As famílias arranjavam os casamentos para formar alianças, garantir seu poder econômico ou aumentar as posses familiares.

Foi apenas no ano de 1.140 que o casamento passou a exigir consentimento, sendo considerada uma condição sumária para sua realização a partir do Decreto de Graciano. Desde o século XII, muitas mudanças nas alianças familiares foram acontecendo nas tradições ocidentais, chegando ao que conhecemos hoje. Na maioria das vezes, as pessoas escolhem com quem querem se casar, quem será o parceiro ou a parceira com que dividirão as alegrias e frustrações.


Um curioso estudo foi realizado nos Estados Unidos, na Universidade Carnegie Mellon, para descobrir se os níveis de estresse são maiores entre as pessoas casadas ou solteiras.

E, adivinhe só, os resultados foram reveladores! Os cientistas colheram amostras de saliva de 527 adultos entre 21 e 55 anos, durante três dias consecutivos, a cada 24 horas.

Em todos os testes, os participantes casados apresentavam níveis de cortisol, o hormônio responsável por provocar estresse, mais baixos do que os demais. O resultado foi publicado na Psychoneuroendocrinology e revela que as pessoas solteiras, ou as que já foram casadas, apresentam níveis maiores de estresse psicológico e emocional.

De acordo com a pesquisa, quando o indivíduo é exposto ao estresse prolongado, seu organismo pode enfrentar grandes problemas para regular os níveis de inflamação do corpo, o que pode ajudar a desenvolver sucessivas doenças. O cortisol apresenta seu pico máximo no período da manhã, quando acordamos, e vai diminuindo ao longo do dia. Entre as pessoas em união estável, essa quantidade de cortisol vai reduzindo mais rapidamente.


Outro ponto importante: a redução mais rápida dos níveis de cortisol ao longo do dia é associada à maior sobrevivência de pacientes com câncer e, também, em menores incidências de doenças cardiovasculares.

O diretor e coautor do estudo, Sheldon Cohen, afirma que essa pesquisa fornece informações importantes sobre como as relações sociais íntimas influenciam nossa saúde e bem-estar.

Mas Sheldon alerta para o fato de que a pesquisa apresenta algumas limitações: foi conduzida em um curto espaço de tempo (apenas três dias), a amostra selecionada para análise é extremamente jovem (21-55 anos) e existe a dificuldade de mensurar até que ponto o estado civil influencia nos níveis de cortisol. Fato é que as classificações de relacionamento podem ter significados diferentes entre os mais variados grupos etários, manifestando-se de outras formas em cada organismo.

Esse estudo nos apresenta, embora com algumas ressalvas, alguns indícios de que as pessoas que estão em um relacionamento saudável demonstram na sua saúde esses efeitos, enquanto pessoas solteiras ou separadas, mesmo que com saúde excelente, têm mais dificuldades de reduzir os níveis de cortisol ao longo do dia.


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