Amo estar sozinha…

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A pessoa que mais amo…sou eu mesma. A companhia que mais me satisfaz…é a minha. Fui eu quem me abraçou na pior fase da minha vida, porque não havia ninguém que compreendesse tanto a minha dor quanto eu mesma. Fui eu que criei o ambiente perfeito para a Felicidade entrar na minha vida.



Simplesmente decidi que me queria encontrar. Perguntei aos céus: “Quem sou eu?” E comecei uma viagem como nunca tinha vivido antes: uma viagem emocional de auto descoberta.

Eu sou a artista, a criadora das circunstâncias, boas e más. Parabenizo-me com as conquistas, conforto-me face às derrotas, e chego sempre à conclusão que as coisas menos boas que acontecem foram criadas sem querer, e que, por causa delas, aprendo a aperfeiçoar-me a mim mesma.

Todas as melhorias vêm de mim, porque ao melhorar-me a mim, melhoro automaticamente todo o resto. Eu aciono o botão para receber, viver, experienciar.


AMO ESTAR SOZINHA - FOTO DE DENTRO

Quando aprendi a me amar, entendi o Universo que sou. O reino das ideias, soluções e visões que procuro está dentro de mim. Por isso, passei a considerar-me a minha melhor companhia.

Costumava ter muitos “amigos”. Pessoas que me acompanhavam todos os dias, com quem ia a festas e combinava passarmos tempo juntos fora das aulas. Eram bastantes, mas eu não sentia que combinava com eles, ou que eles me fizessem companhia. Sempre que falava, parecia que ouvia o meu próprio eco. Sentia-me só no meio da multidão.


Quando percebi que não tinha amigos com quem sair à noite, e via fotos de pessoas da minha idade em diferentes discotecas e bares, não liguei – de facto, sentia-me orgulhosa. Antes, ficava frustrada porque as pessoas faziam coisas em conjunto com o seu grupinho, e eu tentava ser como elas e organizar saídas para lugares com os quais nem me identificava.

Até parecia que estava a receber sinais de que aquilo não era para mim: sempre que tentava ser como os outros, falhava redondamente. Parecia que todos estavam certos e eu estava errada.

Depois, rendi-me à minha identidade. Percebi quem sou, e que criei uma vida maravilhosa, só para mim. As companhias haveriam de chegar, mas, por enquanto, estava a aprender a divertir-me em solitude.

Punha os fones, ouvia belas músicas e sonhava acordada.
Tomava um banho de imersão rodeada de velas perfumadas.
Via séries e ria-me como uma tonta, de mim para mim.
Escrevia muito, mais do que antes, deixando a inspiração fluir.

Hoje, na companhia do meu namorado e do gato, sinto-me da mesma maneira que nesses momentos, porque afinal, nunca estive sozinha. Tinha um Universo inteiro a fazer-me companhia.

Deixei de estar sozinha quando comecei a amar a minha própria companhia, e o Universo gratificou-me pela descoberta da verdade. As evidências que vão chegando fazem-me ver o magnífico trabalho de amor-próprio que fiz, mesmo sem saber.

Agora, todas as pessoas com quem me dou me acrescentam. De manhã, acordo e vejo o infinito a sorrir para mim no sol de um novo dia. Estou sempre acompanhada pelo meu melhor amigo. Onde quer que eu ande em casa, tenho um felino enrolado a meus pés.

Mas ainda vejo a preciosidade dos meus momentos comigo, só comigo.
Medito todas as manhãs, e a cada respiração, sinto uma energia crescer.
Enrosco-me na cama a ler um bom livro.
Vou para o jardim e contemplo o ritmo calmo das folhas nas árvores.

E o Universo evidencia-me novamente a beleza de existir, e que fui eu, sozinha, a redescobrir a verdade que me rodeia.

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* Matéria atualizada em 20/07/2016 às 9:31






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