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Eu e o outro: uma relação de eterno aprendizado

Como se relacionar com o outro de uma forma que as duas partes sintam-se atendidas em suas necessidades? Como manter relacionamentos diante das constantes mudanças e oportunidades que temos em nosso dia a dia? Embora sejamos seres pertencentes a uma sociedade, o relacionamento com o outro acompanha essas mudanças? E mesmo que a forma de relacionamento tenha sofrido algumas modificações, por conta das redes sociais, da globalização, do celular, de aplicativos, entre outros meios, a essência do relacionamento, o travar conhecimento com pessoas, fazer amizades, continua sendo o nosso desafio de sucesso.



Quantas pessoas conhecemos que são bem sucedidas, que bateram suas metas profissionais, que possuem mestrado, doutorado, e não conseguem ter sucesso nos seus relacionamentos. Sejam relacionamentos de amizade, profissionais ou afetivos. Construir relacionamentos, manter relações pode ser, para muitas pessoas, algo distante. Afinal, podemos aprender todas as outras coisas na vida: ciência, matemática, português, música, artes, trocar uma lâmpada, cozinhar, mas não aprendemos a matéria mais importante para a vida humana: como nos relacionarmos. Essa é uma matéria que cada um aprende por conta própria, com erros e acertos, simplesmente como uma consequência do crescimento, e é fato que não estamos fazendo um trabalho nada bom, visto a quantidade de pessoas insatisfeitas, infelizes e perdidas neste aspecto.

Segundo Subhash Puri, no seu livro “Separações silenciosas”, as relações humanas, certamente, estão uma confusão, sejam faladas ou silenciosas, mudas ou verbalizadas, e todos nós o sabemos. Todos nós podemos vê-las, senti-las e captá-las no ar; elas nos rodeiam. Existe uma profunda sensação de desarmonia e infelicidade reinando em nossos relacionamentos.

Um irmão está magoado com o outro, as madrastas estão constantemente discordando de suas enteadas, os casais vivem implicando um com o outro, os amigos sentem raiva um do outro e não se entendem, o filho não quer ouvir o pai, e por aí vai. E isso ocorre mesmo sendo os relacionamentos uma parte essencial e irrevogável da vida.


E por que, sendo os relacionamentos fundamentais para nossa sobrevivência e bem-estar, não conseguimos alcançar o sucesso? A questão é que os relacionamentos são feitos por pessoas. Constituem as interações entre essas duas pessoas, e não entre duas bocas ou duas ações. Sendo assim, a questão está em se perceber e perceber o outro como uma pessoa orientada por seus sentimentos, sua mente, suas emoções e um conjunto de características da personalidade, algumas herdadas e outras adquiridas ao longo de interações com a sociedade em que vivemos.

Como disse, um relacionamento é simplesmente uma questão entre duas pessoas: você e o outro. A saúde desse relacionamento depende muito de como nos ligamos ao outro, como nos tratamos, como entendemos os sentimentos um do outro, o quanto somos sensíveis às necessidades dele e assim por diante. Segundo Puri, a harmonia dos nossos relacionamentos é medida pela distância entre nós – a “distância mental”.

Quanto maior a distância, mais infeliz será o seu relacionamento, mesmo quando ele está fisicamente intacto. Essa distância nas relações é criada pelas nossas ideias, pelos nossos sentimentos e pelas nossas percepções acerca do “outro”.

A partir do momento em que entendemos e aceitamos que o outro não é simplesmente o “outro”, mas alguém como nós, reduziremos essa distância.


Para tanto, antes de tentar entender o outro, precisamos nos conhecer, nos olhar. O autoconhecimento é, sem dúvida, um caminho para a melhora nos relacionamentos.

Precisamos estar conscientes de que uma pessoa não pode existir sem a outra, e de que somos nós os responsáveis pelo caminho que nossas relações vão tomar, sem culpar o outro pela desarmonia ou fracasso da relação. A relação é a interação. Não existe um culpado. Existem os responsáveis por essa “terceira pessoa”, por essa “construção” onde colocamos o que somos.

Se quisermos ser mais do que somos, se quisermos utilizar o máximo do nosso potencial, se quisermos evoluir nas nossas relações, precisamos estar em constante treinamento.

O se conhecer precisa ser o exercício diário da observação dos nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos. É como praticar um esporte ou exercer qualquer atividade que não dominamos. É importante a prática, a dedicação e saber aonde queremos chegar. Cometeremos muitos erros conosco e com os outros. No entanto, errar na busca pelo acerto é mérito de quem quer evoluir, crescer e alcançar um dos mais difíceis lugares no pódio: o topo nas relações com os outros.


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