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Eu e você… Você e eu…

Quando abro a lata, você não está mais lá. Quando abro o coração você escapa como um grilo, uma cigarra, um tartaruga.



Você canta querendo ficar, por anos decide não querer me abandonar, mas no mais difícil dos desafios você me deixa escapar.

Me deixa ir, não me deixa ficar.

Me deixa chorar, não aguenta me ver rastejar.


Você anda me querendo ao lado, mas não entende que ao seu lado estou.

Só preciso ser eu, preciso de tempo, de espaço, de volta, de caminho dobrado.

Preciso de espelho, de reflexo, de confissão e de muito mais que só emoção.

Você não me entende, não me surpreende, é meu amor, meu amigo, Minha pedra, meu abrigo. É minha morada, meu convívio, mas se encanta em ser meu inimigo.


Você vai longe, rodeado de gente, de horizonte, de entrega, de amores e de paixões reluzentes, mas lá no fim da corrente, amarrada numa serpente, estou eu, pendurada pelo dente.

Esperando um dia que seu coração seja por mim latente, sem nome, sem prescrição, sem condenação, e que possa me ver também só como gente.

Ninguém conseguirá lutar contra a vontade de Deus. Ela é suprema e única!

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