EU ME ENGANEI AO AMAR VOCÊ MAIS DO QUE A MIM?

Sim. A resposta para a pergunta deste artigo, para a pergunta que você se faz a cada 2 minutos é SIM!
Não é por ser você, que eu bem sei, ama demais, é por ser qualquer pessoa que por uma razão que não se explica resolve amar a outra pessoa mais do que a si mesma.

Tá, ok.
Você tem filhos e diz que ama seus filhos mais do que ama a si mesmo e ó, eu compreendo. Te juro. Afinal, filho é uma parte da gente e acabamos mesmo deixando de comer para alimentá-lo já que é cria nossa.

Mas qual a explicação para você tirar tudo de si e doar a alguém que não é nada seu? Que não passa de um marmanjo ou uma marmanja bem crescidinha que não precisa tanto assim de todo esse esforço e dedicação?

EU ME ENGANEI - FOTO 01

“Ah, Cris… mas ele é tão lindo, sabe? Tão bom pra mim… Ela é tão boa… tão boa…!” Aff!

Perfeito! O seu amor é incrível, é inacreditável, inimaginável de tão maravilhoso e foi acreditando nisso que você sabe que o ama mais do que a si próprio.

Daí você leva aquela voadora, aquele pé nas nádegas e se sente derrotado, destruído, acabado se perguntando: “POR QUE, DEUS??!!” Então Deus vai e te responde: “quem mandou você amar tanto quem não merecia ao ponto de se esquecer?” Porque foi isso que você fez! É isso que a gente faz toda vez que acredita ter encontrado o grande amor da nossa vida! A entrega é tão grande, é tanta que a gente até se esquece e só pensa no outro, só vive pelo outro que, muitas vezes, não vive com a mesma intensidade por nós. E quando é que descobrimos isso? Quando damos de cara com a realidade que não enxergamos por ter-nos permitido vivermos cegos por tempo demais…

Ah, como é bom amar loucamente, perdidamente, desesperadamente!
Ah, como é péssimo ficar na fossa, sofrer ressaca de amor e viver na “bad”…

EU ME ENGANEI - FOTO DE CAPA E FOTO 02

Entenda que o nosso erro (eu erro também, viu? E como!) sempre será amar demais. E o pior: amar tanto e tão cegamente que somos incapazes de perceber que nessa brincadeira toda acabamos nos esquecendo, nos deixando em segundo plano, sem vontades, sem sonhos, sem objetivos. Uma vida resumida pela vida de uma outra pessoa que, de um instante a outro, resolve nos dar um ponta pé tão amargo e dolorido que, ainda caídos no chão, ficamos a nos perguntar:

“Eu me enganei ao amar você mais do que a mim?”



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