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Eu mesma, nunca desisti de nada!

EU MESMA NUNCA DESISTI DE NADA capa e deng 1

Às vezes a vida o fez por mim: um fim, alguns recomeços, novos caminhos. Mudança de direção. Outras vezes, as pessoas decidiram meus caminhos; rupturas, afastamentos, menos convivência, menos assuntos…. Um quase fim.



A questão é que eu mesma nunca desisti de nada. Fui muitas vezes até a exaustão, lutei, criei embates, morri. Mas ainda tentando, tentando, tentando.

O “conseguir” como uma questão de honra; como uma aparente vitória diante do que viria pra mim mesma depois: a crescente falta de interesse, diminuição da importância daquela situação, menos brilho, menos vitalidade.

Era conseguir só pra conseguir! Não para desfrutar, usufruir, vencer ou viver ali, confortavelmente! Às vezes nem era mesmo tão bom, tão legal…. mas desistir mesmo…. Nunca o fiz.


Nunca desisti!

Nem das árduas semanas de provas, dos sudokus nível hard, nem de públicos grandes ao apresentar meus trabalhos; nem dos bordados e crochê, dos trampolins de 10 metros, dos cálculos de contabilidade, entre mil outras coisas. Nada; nada do que me propus a fazer morreu no percurso. Fiz mal feito, muita vezes. Ri da minha falta de vergonha na cara! Muita falta de talento (para coisas manuais, principalmente)…. percebi claramente meus limites e inabilidades; mas sempre fui até o final. Até para comprovar meu esforço, meu envolvimento.

Minha competição sempre foi comigo mesma. Seguir em frente; ganhar ou ganhar. Conhecer, ter razão, convencer, conquistar.

Mas aprendi que isso nem sempre é bom.


E percebi isso durante a terapia; que nunca haverá um troféu, um reconhecimento; uma medalha de honra ao meu mérito e tentativas!

Nem sempre vale a pena lutar incansavelmente até o esgotamento; nem sempre a linha de chegada será repleta de glória ou aplausos.

Não há nada de errado em querer mudar a rota, os planos, as formas de tentar.

Agora consigo olhar para esses momentos com mais calma e maturidade; largo quando quero largar; cedo, abro mão; deixo pra lá….


E, principalmente: aprendi a aceitar quando abrem mão de mim, me largam, me deixam pra lá, sem a menor cerimônia. Aprendi a olhar isso com menos espanto e afetação. Não é fácil, e nem nunca será. Mas simplesmente é.

Não há mais tanta razão para tentar convencer o outro, a vida, o universo de que eu valha tanto assim…. só não sirvo talvez; para aquele momento, para aquele contexto, aquele final feliz.

E continuo querendo ganhar mesmo assim! Ganhar tempo, energia, felicidade. E paz!

E é disso, que eu jamais vou desistir! Da minha plenitude, do meu equilíbrio e da minha verdadeira paz!


Até que eu sou “da hora”!

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