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Eu não estou pronta para morrer.

Estou escrevendo este texto depois da oração, talvez, mais forte da minha vida.



A minha paixão por viagens é antiga, até porque comecei a viajar bem cedo. Com 1 mês de idade, meus pais me colocaram em um avião pela primeira vez.

E assim foi durante muitos e muitos anos, viajando com eles, até que já era uma pré-adolescente e podia viajar sozinha para visitar nossos familiares de outras cidades (porém acompanhada de uma responsável da companhia aérea).

E então outros tipos de viagens vieram e comecei a viajar com amigas, namorados e, finalmente, sozinha de verdade.

Não consigo nem contar quantas vezes entrei em um avião, mas a verdade é que já fiz isso tantas vezes que virou algo comum. No entanto, isso não tira de maneira nenhuma a animação que sinto para visitar o lugar que estou indo ou as pessoas que vou encontrar, claro.

Imagino que, se você já andou de avião também, já sabe que há alguns momentos chatos, em que pegamos um pouco de turbulência. Ou, se você tem medo de andar de avião, talvez este seja até um dos motivos.


No entanto, as turbulências nunca foram problema para mim.

Não costumo ficar nervosa, ansiosa ou com medo por causa delas. Simplesmente sei que elas existem e continuo relaxada, lendo um livro, assistindo a um filme ou cochilando, enquanto ela passa.

E então, chegou o dia de hoje. Voando de San Diego para Miami, na Califórnia, depois de uma semana incrível de muito aprendizado, fazendo um curso com o segundo maior Coach do mundo, eu sou pega de surpresa com uma baita turbulência, faltando apenas uma hora e meia para chegarmos lá. Essa turbulência, sim, me assustou. Não sei se foi a mais forte que já peguei entre todas as viagens que fiz, ou se teve alguma outra razão. Mas, desta vez, eu fiquei realmente assustada.


(Agora a turbulência já passou e a aeromoça já explicou que é muito comum nesta região que passamos nesta época do ano, por isso que estou aqui escrevendo.)

Só que eu não pude deixar de observar meus pensamentos, pois, quando você inicia o processo de autoconhecimento (e eu já iniciei o meu há uma década), fica cada vez mais difícil não se perceber. E eu não sei se você já ouviu uma expressão que diz: “Se eu morresse agora, eu morreria feliz?”… Sabe de uma coisa? O pensamento que veio foi justamente o contrário. Não que eu esteja vivendo uma vida infeliz, mas justamente por estar vivendo, talvez, a época mais feliz desde a minha infância, eu não quero morrer!

E então eu comecei a agradecer. Naturalmente, eu comecei a agradecer por tudo. Por coisas que eu nem me lembrava que brotaram na minha mente, por todas as pessoas que passaram na minha, pela vida dos meus pais, pelos meus professores e mestres… e comecei a agradecer a tudo que ainda iria acontecer, a todas as vidas que eu iria impactar, todos os sonhos que iria realizar, tudo!

Abri os olhos, olhei pela janela, a asa do avião balançando muito, uma cidade lá embaixo (“Estranho, não deveria ver apenas nuvens?”). E quando virei pra frente, uma das minhas melhores amigas, que está fazendo esta viagem pra mim, estava no banco da frente olhando pra trás assustada. Só disse o que poderia dizer a mim mesmo: “Respira” e fiz uma inspiração e uma expiração para incentivá-la a fazer o mesmo.

Fechei os olhos e os agradecimentos continuaram, e então percebi o medo e o apego pela vida se transformarem em amor e gratidão.

De jeito nenhum direi que estou pronta para morrer e que se acontecesse isso hoje eu morreria feliz. Mas aqui, neste avião, ganhei mais um aprendizado da vida: eu vou agradecer até o fim.

Um beijo,

Sua Coach,

Bruna

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Direitos autorais da imagem de capa: antonioguillem / 123RF Imagens

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