Família

“Eu não gostava dos nomes dos filhos que adotamos, então mudei-os o mais rápido possível”, diz mãe

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Elizabeth e Ed contam que queriam alterar o nome das crianças o quanto antes, mas que nem todos interpretaram sua escolha da melhor forma.

A adoção é um dos momentos mais aguardados por muitas famílias, que muitas vezes passam por um longo processo até finalmente ser destinadas às suas futuras crianças. Por opção ou mesmo dificuldade física, muitos casais (e pessoas solteiras) optam por entrar na fila de adoção.

Alguns esperam longo tempo, outros nem tanto. Para Elizabeth e o marido Ed, a rapidez com que conheceram o primeiro filho foi invejável. Eles mal tinham recebido o certificado de pais adotivos quando as primeiras crianças chegaram. Os irmãos Bentley e Lincoln tinham 1,6 ano e 6 meses, respectivamente, e já tinham passado por outros dois lares adotivos.

Bentley era não verbal e Lincoln precisou passar por três semanas de abstinência de heroína na UTI Neonatal. Como os pais tinham perdido todo o direito de visita, Elizabeth explica que sabia que, provavelmente, aquelas adoções dariam certo. Eles já eram pais de três filhos biológicos, mas sentiam que a família ainda estava pequena, como se “alguém ainda estivesse faltando”.

O casal continuou tentando e teve mais quatro filhos biológicos, totalizando sete, com idades entre 11 e 25 anos. Elizabeth explica ao Kidspot que nenhuma de suas gestações foi simples, na última, por exemplo, ela e a filha quase morreram, pela qual recebeu a recomendação médica de que não mais engravidasse. Ela e o marido ainda sentiam que faltavam pessoas na família, como se não estivesse completa.

Então decidiram se tornar pais adotivos, e começaram o trabalhoso processo de conseguir as certificações necessárias para isso. Elizabeth conta que chorou muito nessa fase, porque sentia que queria muito os filhos, mas ao mesmo tempo não compreendia por que eram necessários tantos obstáculos a superar.

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Direitos autorais: reprodução/ arquivo pessoal

No segundo em que conheceram Lincoln e Bentley, os pais sabiam que eles deveriam ser seus filhos, mas também sentiram que existia algo errado com os nomes. Ela conta que eles tinham recebido nomes de carros, e que isso era “muito desumano”, já que se chamavam como objetos a serem usados. Então, cerca de 18 meses depois da adoção, eles optaram por mudá-los.

Bentley passou a se chamar São Maximiliano Kolbe (só Kolbe para os íntimos), que é o nome do padroeiro dos viciados em drogas, algo que a mãe não sabia à época, mas que atualmente ela reconhece que é muito apropriado. Lincoln recebeu o nome de Justin, que significa “justo”, algo que os pais esperam que ele seja sempre.

A mãe conta que a mudança não foi feita de maneira leviana, apenas para desmerecer a família biológica dos meninos, com quem ela tem contato até hoje. Por isso, ela decidiu conversar muito com os filhos, que à época tinham 3,6 e 2,6 anos, falando sobre os sobrenomes, e que daquele momento em diante eles seriam uma família para sempre.

E, para não “desonrar” a mãe biológica dos meninos, ela decidiu conversar com ela sobre a decisão de mudar o nome dos filhos. Elizabeth conta que, no início, ela não gostou muito e ficou chateada, mas assim que compreendeu o que a motivou à mudança, compreendeu e até adora os nomes.

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Anos mais tarde, a mãe biológica dos meninos teve mais uma filha, ela se chamava Charlee, e foi custodiada por Elizabeth aos dois dias de vida. Em casos em que a família demonstra interesse em adotar irmãos, a justiça costuma priorizar tais adoções, permitindo-lhes ficar juntos.

Um ano depois da adoção, o nome da menina foi mudado para Charlotte. Como era muito jovem, ainda não sabia o contexto da mudança de nome nem qual era o anterior, mas Elizabeth assegura que terá essa conversa com ela. Como as famílias nunca se viram como rivais, ela sente que sempre terá uma abertura para conversarem e que, no futuro, as crianças terão orgulho dos dois lados.

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