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Eu não sou, e nem quero ser, o seu crush!

EU NÃO SOU FOTO DE CAPAE FOTO DE DENTRO

Eu não sou, e não quero ser, o teu Crush.



Nunca soube flertar muito bem. Na verdade, eu nunca tive paciência para charmes exacerbados e gente que adora transformar coisas simples em problemas complicados, tentando adivinhar as minhas vontades pelas frestas do que não digo. Esse lance de ignorar para não parecer fácil, esperar alguma sugestão de programa para não soar como se eu fosse ‘’atirado demais’’, não me diz respeito, e eu acabo me retirando de cena. Pode dar o seu show sozinho.

Não tenho tempo para esperar ninguém já que nem o próprio tempo me espera. Se a vida andasse mais devagar, eu até puderia seguir conselhos de ‘’irmos nos falando’’, mas ela não é boa em aceitar justificativas, e pra te falar bem a verdade, eu também não sou.

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Esse lance de empilhar selfies e mais selfies com trechos atribuídos a Clarice Lispector, é a forma mais fácil e imbecil que eu já vi, para enaltecer o ego, através de elogios e likes de Facebook.

Pouco me importa o teu mapa astral, teu signo e a tua lua em câncer, levo como base os meus princípios e costumo não agendar o dia de amanhã como uma tarefa. Mapa, pra mim, só se for o de alguma trilha ou cidadezinha em que eu possa me perder entre memórias que me farão um avô saudoso e cheio de estórias para contar aos netos algum dia.

Podes ficar com a sua reputação de difícil, de ‘’diferentão’’, o que reclama que não dá certo com ninguém, mas não se entrega de verdade, fazendo tudo errado. Escolhendo ser o que não é para agradar a quem não vem.

Já não quero mais saber se tu irás mandar mensagem de boa noite, bom dia ou boa tarde. Provavelmente estarei muito ocupado comigo ou com os meus amigos em algum lugar por aí, mostrando as tuas fotos, e dando risada dos teus bicos intermináveis, acompanhados das tuas legendas a lá ‘’foco, força e fé’’. Ninguém é miserável o suficiente para mendigar atenção.


Podes ter certeza de que eu já fui, e sou, muito mais do que tu mereces. Na ânsia de cozinhar as minhas expectativas, quem acabou se queimando foi tu, em meio a planos infundados sobre filmes, cafés e poesias. Era uma vez nos dois, hoje não mais. Feliz eu sempre fui, sozinho ou acompanhado de alguém.

E se cruzares comigo, pelas ruas, por algum bar ou pelo Tinder, faça o favor de fingir que não me conhece, da mesma forma que eu não te conheci, e não faço mais questão. Exatas ou humanas, tanto faz a tua área. Já reciclei o meu papel de trouxa e o queimei logo em seguida, só para ter certeza de que não me restariam mais dúvidas mesquinhas, iguais a ti.

Esse texto fora publicado originalmente no blog amor abusado.


Deixe-se ser amado… Porque o amor bonito não machuca!

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