Comportamento

“Eu não tenho amigos, e é assustador admitir isso.” Desabafo sobre solidão viraliza nas redes

capa site Eu nao tenho amigos e e assustador admitir isso Desabafo sobre solidao viraliza nas redes
Comente!

Mesmo tendo uma família e uma carreira de sucesso, Mark resolveu fazer uma reflexão sobre a solidão masculina e a saúde mental.

Nos últimos anos, a questão da saúde mental vem ganhando espaço nos debates mundo afora. Se nas gerações anteriores, fazer terapia e tomar remédios para auxiliar na qualidade de vida e no bem-estar dos pacientes com alterações mentais era inadmissível, hoje em dia chega a ser uma exigência, principalmente entre os jovens.

Assumir que está emocional ou mentalmente abalado ou mal já não é mais sinônimo de “frescura” e, mesmo que devagar, até grandes pautas, como a Luta Antimanicomial, têm ganhado um espaço maior na mídia e nos debates da população. Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) em onze países revela que o Brasil está no topo do ranking de casos de depressão e ansiedade, com 59% e 63%, respectivamente. Em segundo lugar vem a Irlanda, com 57% e 61% e, em terceiro, os Estados Unidos, com 55% e 60% de pessoas com depressão e ansiedade, respectivamente.

No Reino Unido, um vídeo publicado em 2019 viralizou nas redes sociais abordando questões como a solidão do homem e a falta de amigos. CEO e fundador de uma empresa de marketing de sucesso, Mark Gaisford, avaliando sua vida nos últimos anos, descobriu que não tinha amigos. Mesmo com uma família e uma carreira de sucesso, ele sentia que algo lhe faltava, ou melhor, alguém.

Mark resolveu postar um vídeo no YouTube falando abertamente sobre o assunto, mostrando suas vulnerabilidades e que é sim um problema não ter com que falar sobre coisas sérias e mais sensíveis. Em um trecho das filmagens, ele explica que é assustador admitir que não tem nenhum amigo, mas que essa é a verdade.

Em entrevista à BBC, ele explica que começou a se sentir mais solitário quando sua vida começou a mudar. Quando os filhos se tornaram adultos, decidiram sair de casa, Mark começou a refletir sobre tudo o que tinha conquistado, e o que faria a partir dali, principalmente porque descobriu que não tinha com quem conversar.

Em seu vídeo, Mark conta que tem colegas de trabalho “sensacionais” e que costuma manter um ótimo diálogo com todos eles, chegando a compartilhar detalhes da própria vida, mas isso não significa que sejam amigos. Ele explica que são apenas colegas, já que não têm o hábito de jantar, de fazer caminhadas ou qualquer outra coisa que os amigos costumam fazer.

Percebendo a repercussão do vídeo, Mark se surpreendeu, já que chegou a pessoas da Austrália, Estados Unidos e outros países. Ele conta que, assim que publicou o vídeo, ficou pensando que não poderia ser a única pessoa do mundo a se sentir dessa forma, mas tampouco achava que existiram milhões de homens na mesma situação, que passaram grande parte da vida se dedicando à carreira e à família, mas que acabaram ficando sem amigos.

De acordo com seu vídeo, cerca de 18% dos homens do Reino Unido não têm amigos próximos e 32% não têm a quem chamar de “melhor amigo(a)”. Mas Mark buscou uma solução, e não apenas apresentar dados. Contou sua história e procurou não “mergulhar na autopiedade”, como ele mesmo disse. Ao invés disso, marcou um encontro com pessoas de um grupo de solitários, e passou uma “noitada” com elas.

O fim do vídeo mostra o empresário feliz com o encontro que tinha acabado de ter, disse que tinha achado a noite maravilhosa e as pessoas brilhantes, mesmo que existissem umas mais introvertidas e outras mais seguras. Deixando a “preguiça de lado”, tomou coragem para sair da situação que o incomodava e se divertiu muito.

Comente!

Bebê nasceu sem os olhos e a mãe o abandonou porque não podia cuidar dele

Artigo Anterior

“Minha equipe não queria que eu perdesse peso.” Rebel Wilson critica Hollywood

Próximo artigo