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“Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser.”

“Eu permito a todos serem como quiserem, e a mim como devo ser.” – Francisco Cândido Xavier, “Chico Xavier”.

Essa frase é um convite não só ao respeito, mas também à autonomia.



Da primeira parte extraímos com facilidade que permitir a toda e qualquer pessoa ser como ela quiser, representa o ápice do respeito, dado que nossa própria individualidade não necessita invadir a individualidade alheia. Toda e qualquer escolha deve ser sumariamente respeitada, uma vez que não há necessidade de intervir no outro.

É na segunda parte, no entanto, que reside toda a essência, dificuldade e beleza dessa frase. O Autor não só dá ênfase que devemos seguir e honrar nossos objetivos, mas ao interpretar a frase como um todo, percebemos que devemos honrar nossos objetivos “apesar das outras pessoas”. O que exatamente isso quer dizer?

Ora, pois temos que somos bons, justos, leais, ou ao menos tentamos assim proceder, correto?


Se assim fosse, por que à primeira influência de maldade, assim devolvemos? À primeira influência de injustiça, assim devolvemos? À primeira situação de deslealdade, assim também procedemos? Onde está, de fato, a nossa autonomia, nosso autocontrole, perante as situações da vida?

É disso que o Autor fala: não importa quais influências do meio, das pessoas, colocarem-se sobre nós, mas nós devemos nos manter no caminho que escolhemos.

Sim, é certo: a dificuldade de assim proceder é absurda. Quem de nós é capaz de ao receber uma ofensa, a ela não revidar, manter-se reto?


Quem de nós é capaz de, ao passar por uma injustiça, não devolvê-la, manter-se justo? Quem de nós é capaz de, ao sofrer uma traição, não devolvê-la, manter-se leal?

Há quem diga que, se assim procedermos, seremos pisados pelas pessoas que praticam os maus costumes. No entanto, o que essas pessoas que isso alegam, não percebem é que, rendendo-nos também aos maus costumes, consagramos-lhes a vitória sobre os bons.

Como, então, proceder? Devemos afastar-nos dos que praticam os maus costumes, dos que estão sempre a instigar e desafiar nossa retidão, caso seja impossível manter-nos no caminho do bem, apesar dos estímulos exteriores.

Dessa forma, imaginemos que traçamos nosso objetivo de crescimento pessoal, como buscar a justiça, a lealdade, a fidelidade, a fé, a esperança, o otimismo, a honestidade, dentre outras virtudes que acredito, todos almejamos.

Vejamos como é fácil e cômodo devolver a justiça com a justiça, a paz com a paz, a fidelidade com a fidelidade, a esperança com a esperança. Esse tipo de conduta não demanda de nós nenhum esforço!

Reproduzir bons costumes sequer pode ser considerado ser bom, mas apenas não ser mau!

A dificuldade real incide na essência dessa frase: deixar os outros serem o que quiserem ser, mas, indiferente do que eles escolham ser, manter-nos sempre bons, justos, leais, honestos, pacíficos; enfim, seguir nosso plano de crescimento pessoal apesar dos estímulos externos.

Portanto, devemos vigiar a nós mesmos, pois o aprimoramento pessoal não é algo fácil; assim fosse, nossa sociedade já seria a mais justa e moral, dado que nos são passados ensinamentos de grande preciosidade desde centenas de anos antes de Cristo, por humanos extraordinários que continuam vindo e tentando deixar registrado um tipo de conduta universal: o amor.

Tudo bem pessoal? Espero que tenham gostado. Meu nome é Rodrigo e, a partir de hoje, semanalmente publicarei um texto com uma visão mais aprofundada acerca de frases de pessoas que considero como grande gênios da humanidade.

Hoje publiquei sobre Chico Xavier, nosso contemporâneo, no entanto não possuo bloqueio religioso, razão pela qual vou abranger frases escritas por Grandes Mestres das mais diversas religiões, além de filósofos e pensadores de todas as esferas: enfim, grandes humanos.

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