Comportamento

“Eu quero que o povo valorize os professores”, diz Jill Biden, primeira-dama americana

A primeira-dama dos Estados Unidos possui dois mestrados e um doutorado, e avisou que, mesmo com a posse de seu marido, não vai parar de dar aulas!



A luta das mulheres é de longa data. Elas conquistaram o direito ao voto, de trabalhar fora de casa e têm se aproximado de uma igualdade com os homens. Mas sabemos que esses direitos existem porque as mulheres nunca desistiram de achar seu espaço no mundo, disputando de igual para igual com os homens em muitos cargos.

Quem olha hoje em dia não imagina que antes poucas mulheres estudavam. Quando tinham a oportunidade de se dedicar aos estudos, normalmente não passavam do ensino médio. Hoje as coisas mudaram, muitas mulheres cursaram faculdade, mestrado e doutorado.

Jill Biden, esposa do presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, é a primeira-dama mais bem graduada da história do país. Isso mesmo! Jill possui dois mestrados, um doutorado e, segundo reportagem do UOL, já avisou que não vai parar de dar aulas!


A última primeira-dama americana também professora foi Eleanor Roosevelt, há 90 anos. Assim que seu marido assumiu a presidência do país, ela foi obrigada a parar de dar aulas. Como ocupava um cargo de destaque e relevância, em uma época que as mulheres mais se ocupavam com os trabalhos domésticos, Eleanor precisou abrir mão da sua carreira para ficar ao lado de seu marido.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@drbiden.

Mas o tempo passou, e hoje Jill Biden pretende se empenhar para mudar essa ideia de que as mulheres precisam abandonar seus sonhos para seguir seus maridos.

Para a primeira-dama, essa deve ser uma escolha, nunca uma obrigação ou imposição. Como é o caso, por exemplo, de Douglas Emhoff, marido da vice-presidente Kamala Harris. Emhoff decidiu, de forma espontânea, desistir de seu emprego como professor universitário para apoiar Kamala no seu mandato.


É importante lembrar que, nesse caso, não existe um lado certo ou um lado errado, cada um decidiu adotar um comportamento que julga ser correto. Para Jill, não é novidade o trabalho de seu marido na Casa Branca, isso porque Joe Biden foi vice de Barack Obama, por oito anos, e mesmo assim ela não precisou renunciar à sua carreira para que ele cumprisse suas obrigações com o país.

Até Michelle Obama fez uma publicação apoiando a atitude de Jill publicamente, na época, ressaltando a destreza que Biden tinha em administrar sua profissão e suas obrigações como professora, com os compromissos na Casa Branca e sua vida como mulher, esposa, mãe e amiga. Realmente, não deve ser fácil conseguir conciliar tantas obrigações.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@michelleobama.

Mas esse comportamento de Jill provoca reações controversas. O colunista Joseph Epstein escreveu um artigo no Wall Street Journal, defendendo que a primeira-dama deveria, sim, se anular profissionalmente em prol do seu país e de seus compromissos. O artigo ainda menciona que a Casa Branca não precisa de uma doutora, precisa de uma esposa que renuncie à sua profissão.


O artigo em questão fez com que a comunidade acadêmica viesse a público defender a postura e escolha de Jill Biden, reforçando que as mulheres têm que se intitular doutoras, que têm que estudar e, acima de tudo, fazer o que sentir que é certo, sem serem julgadas por isso.

Até Michelle Obama saiu em defesa de Jill, denunciando o que as mulheres passam quando possuem várias conquistas e títulos, chegando a sofrer escárnio por isso.

Como resposta a Epstein, Jill Biden fez uma postagem no Twitter em que dizia que todos juntos iriam construir um mundo em que as conquistas das meninas e mulheres seriam celebradas, e não diminuídas. Deixando clara sua postura irreverente de seguir no campo da educação, Biden mostrou que, como primeira-dama, não está para brincadeira. Um motivo de orgulho para as mulheres de todo mundo!

O que acha da postura da primeira-dama dos Estados Unidos?


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