Eu resolvi deixá-lo no lugar ao qual ele pertence: no passado.

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Como canta a dona da música italiana, Laura Pausini: “é assim que vai a vida e seu percurso, em equilíbrio entre o pranto e arrependimento e estamos nós a curar nossos pedaços de coração, pois somos o sangue que escorre e que inventa o amor.



O passado é passado e não se pode fazer mais nada. Ou você o deixa ou o fica buscando nessas noites vazias.”

Confesso que, como fã dela, essa é uma das músicas que compõe meu top 3.

Quando, será, que se faz necessário entender que o passado é passado e não se pode fazer mais nada?

Você vivia um sonho. Era tudo lindo. Do nada tudo acabou e você perdeu o chão. Ou você, ou ele (a), resolveram que dali em diante cada um seguiria seu caminho.


É difícil compreendermos e muito mais complexo admitirmos que uma pessoa tem o direito de decidir fazer a travessia da vida sem a gente, ainda mais quando se dividiram anos, sentimentos, intimidade e rotinas.

Nosso apego aos momentos e ao que eles representam é tão grande que quando nos damos conta já não somos mais nós mesmos. Isso acontece, principalmente, quando o apego às lembranças vem cercado de “primeiros”. Primeira vez, primeiro beijo, primeira dormida de conchinha, primeira viagem juntos, primeiro relacionamento duradouro, primeira casa, primeiro carro, primeiro cachorro ou gato etc. Esses “primeiros” momentos nos colocam instintivamente a pensar: por quê?

Não existe um porquê! O que resta é entender que o outro tem o direito de não querer mais a hora em que ele decidir que não quer mais. Ninguém manda em ninguém.

Já imaginou se você fosse obrigado (a) a passar o resto da vida com uma pessoa que você teve momentos bons mas não sente mais vontade de estar junto só porque essa pessoa sente que vocês ainda se pertencem? Não dá, né?


Não existe uma explicação. Só existe o que fazer. Ficar chorando, metendo o (a) louco (a) correndo atrás, enchendo a pessoa de ligações e mensagens e stalkando as redes sociais; ou, juntar os caquinhos e seguir a vida.

A segundo opção é sempre a melhor. Eu sei que dói. É angustiante, é aflitivo, machuca, não só basta o corpo físico, a alma também chora. Mas você consegue.

Se você compreender, entenderá que a vida continua. O moço ou a moça vai seguir assim como você também vai seguir.

Não vale a pena insistir em uma pessoa que já desistiu de fazer a travessia contigo e, posso dizer de boca cheia que, em contrapartida, você certamente encontrará no seu caminho outras mil pessoas que vão querer muito segurar sua mão e atravessar juntos.

Eu tive um relacionamento em que o término foi frustrante. Na minha visão, eu achava que o cara não tinha me tratado com dignidade e nem um pingo de caráter.

Às vezes, isso acontece. Mas aqui vai um recado: eu decidi deixá-lo no meu passado, onde agora ele pertence.

Um dia pode ser que nos encontremos de novo e olhemos para trás e pensemos “quanta burrice nossas atitudes!”. Ou não. Pode ser que eu o encontre por aí e veja o quão libertador foi eu ter compreendido que ele não era o ideal para mim. Talvez, eu esteja com outra pessoa ao meu lado que me faça sentir a vida de uma maneira que eu nunca senti. Ou, talvez, eu continue em um namoro sério comigo mesmo e isso a mim baste. Mas, por hora, eu resolvi colocá-lo na minha estante. Como um ursinho de pelúcia que eu sempre vou sentir carinho e ter sentimentos tenros ao relembrar dos momentos vividos e da bagagem do aprendizado. Mas é lá que, por enquanto, ele vai ficar. Não sei até quando, talvez para sempre. Realmente, não sei.

Eu resolvi deixá-lo no meu passado e vou fazer exatamente como a dona da Itália canta: sou um sangue que escorre e inventa o amor.

Seja amor-próprio ou com outra pessoa, eu me reinventei e vou continuar me reinventando sempre.

Espero que você consiga se reinventar também, amiguinho (a).

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Direitos autorais da imagem de capa: janfaukner / 123RF Imagens

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