Eu só fiquei em paz, quando aprendi a amar verdadeiramente



Certa vez, um amigo me perguntou se eu acreditava no amor verdadeiro entre duas pessoas.

Respondi a ele que, diante de tudo que eu havia vivido, visto e estudado, eu acreditava no amor universal.

Uma vez quando estava meditando eu pedi a Deus: “por favor, por favor, ajude-me a resolver as confusões do meu coração e vivenciar meus relacionamentos amorosos de maneira mais sábia.”

No mesmo instante, eu comecei a pensar em todas as crianças que passam por sufoco, todas as pessoas que enfrentam a miséria todos os dias e pessoas que estão gravemente doentes.

Dias depois, eu li um livro onde um dos personagens dizia uma mensagem mais ou menos assim: “se pudéssemos gastar toda essa energia, isso que chamamos de amor e ficamos obcecados destinando a uma só pessoa, desejando que nos retribuam, desesperadamente, nós, com certeza, amaríamos a humanidade inteira, e transbordaríamos de tanto amor como nunca imaginamos.”

Acho que Deus ouviu a minha prece e eu acatei. Eu resolvi aprender a amar verdadeiramente as pessoas, com exercícios simples como:  ser mais tolerante, despir-se de preconceitos e julgamentos, aprender a observar tudo que elas são de bom e positivo e entender que o há de negativo não me diz respeito.

Aprendi a agradecer mais pelas pessoas, ser mais generosa e servi-las. No começo eu não notei a mudança em mim, mas minha prece foi atendida.

Eu aprendi a me relacionar melhor com as pessoas e comigo mesma. Eu estava mais voltada para mim e me sentia livre em amar de maneira obcecada, daquela maneira na qual estamos sempre inseguros e nunca sabemos o quanto somos retribuídos.

Depois de tudo isso, eu resolvi voltar à pergunta do meu amigo novamente. Se eu acredito no amor verdadeiro entre duas pessoas? Hoje eu responderia: “se eu acreditar nele, sim.”



Uma vez ouvi que se uma mulher estiver disposta a se casar e sonhar muito com o evento do seu casamento ela se casará, independente de quem for o noivo, pois o importante é o casamento.

A pessoa acrescentou que se lhe apresentarem um mendigo e o vestissem para ela, é provável que ela se case com ele. Talvez essa seja uma afirmação um tanto quanto perigosa, pois esbarra em questões sociais, feministas e de gênero. Este não é o meu interesse, em colocar este pensamento. O que me fez refletir sobre ele é exatamente o quanto a crença de uma pessoa é forte e capaz de fazer com que ela realize alguma coisa.

Se você se relaciona com alguém observando os defeitos, colocando prazos de validade, avaliando os custos benefícios e outras coisas, é bem provável que esteja fadado a nunca encontrar o amor da sua vida.

Você vai perder tantas coisas maravilhosas dessa relação porque está obedecendo às obsessões de sua insegurança, e é provável, também, que passe por relações que deixam a sensação de incompletude. E de fato elas são incompletas.

Quando damos valor a uma experiência, quando decidimos que aquela pessoa pode ser seu amor, existe grande chance que todos os dias zelemos por aquela relação importante na nossa vida. Afinal de contas, quem não quer um amor de verdade?

A confusão está no fato de que o amor verdadeiro só acontece quando aprendemos a amar o outro verdadeiramente e amar a nós mesmos. Todo o movimento e a mudança dependem unicamente de nós.Eu não sei se o que coloquei seja realmente uma resposta. As coisas advindas da espiritualidade são realmente complicadas de entender.

Eu só sei de uma coisa: agindo assim, eu me senti em paz!


Direitos autorais da imagem de capa: João Paulo de Souza Oliveira on Unsplash.






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