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“Eu só tinha 20% de chance de sobreviver.” Jovem vence câncer raro e decide virar médica!

Ellie Waters foi diagnosticada com um tipo raro de câncer, aos 14 anos, e entrou em menopausa precoce apenas um ano depois da descoberta.



Uma das doenças mais misteriosas e complicadas que conhecemos, o câncer arrebata famílias e, muitas vezes, encerra histórias no mundo todo. Os cientistas correm em busca de uma explicação de como surgem, se existe cura, se há como prevenir e, mesmo que tenhamos evoluído muito no tratamento e diagnóstico, muitas perguntas ainda ficam sem respostas.

A felicidade irradia quando nos deparamos com uma história de superação, principalmente por ser uma doença tão misteriosa, e saber que uma pessoa se curou é sempre um motivo para comemorar. Na Inglaterra, Ellie Waters, hoje com 19 anos, viveu uma história parecida com essa.

Aos 14 anos, foi diagnosticada com um tipo raríssimo de câncer, rabdomiossarcoma alveolar, tão complexa que a taxa de sobrevivência era de apenas 20%.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@teamellie_blog.

Os primeiros sinais apareceram quando Ellie, aos 14 anos, percebeu um pequeno caroço em uma de suas nádegas, do tamanho de uma ervilha. Sem dar muita importância para aquela descoberta, a menina não contou aos pais, mas aquele caroço continuou a crescer, a ponto de danificar grande parte de seus tecidos moles.

Segundo reportagem do The Mirror, a jovem desmaiou enquanto participava de uma corrida de caridade e, por vergonha, não queria contar aos seus responsáveis e aos médicos o que vinha passando.

Como a menina era muito esportiva, todos acreditavam que se tratava de uma distensão muscular, o que fez com que o câncer chegasse ao tamanho de um melão, antes mesmo que o diagnóstico médico saísse. Isso impedia Ellie de se sentar, prejudicando sua qualidade de vida e deixando-a cada vez mais perto de não se salvar.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@teamellie_blog.

Ela passou por doze meses de um difícil e complexo tratamento, sendo seis meses de quimioterapia intensiva e quase seis semanas de radioterapia. O processo deixou algumas sequelas – Ellie ficou infértil e, aos 15 anos, entrou em menopausa precoce, precisando repor todos os hormônios que seu corpo deixou de produzir após o trauma.

A mãe Samantha Waters-Long afirmou que esse tipo de câncer raramente aparece em crianças e que, na época, existiam apenas 60 casos semelhantes em todo o Reino Unido.

No momento em que descobriram a doença, os médicos contaram a ela que já estava no estágio quatro, fazendo com que a mãe imaginasse que a filha poderia não conseguir. Além disso, explicaram que, no fim do tratamento, Ellie provavelmente ficaria infértil, mas não imaginavam que a menopausa pudesse acontecer.


Direitos autorais: reprodução Instagram/@teamellie_blog.

A infertilidade e a menopausa foram recebidas com alegria e tranquilidade pela jovem, pois eram apenas o preço que precisava pagar para se curar de um câncer raro. Em setembro de 2017, ela recebeu a notícia de que tinha conseguido remover o tumor por completo, o que lhe causou extrema alegria e sentimentos de gratidão. Ellie sabia que só tinha 20% de chances de sobreviver e, por isso, explica que precisa agradecer pelo que tem.

Direitos autorais: reprodução Instagram/@teamellie_blog.

Depois de se livrar do câncer, Ellie decidiu que queria cursar Medicina e, em março de 2020, foi aceita na Keel University. Toda a sua trajetória no hospital e o maravilhoso cuidado que recebeu de seus médicos fizeram com que ela enxergasse essa profissão com outros olhos e decidisse exercê-la.


Ela começou a trabalhar em um lar para idosos e entrou no seu segundo ano de faculdade. A jovem é extremamente grata por todo o cuidado e sorte que teve. Em relação à menopausa, Ellie brinca que está passando pelas mesmas coisas que a mãe! Uma menina determinada a viver! Compartilhe essa história com seus amigos e nas suas redes sociais!

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