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Eu sou uma mulher suave e forte!

Eu sou uma mulher. Estendo a mão e tenho um coração terno, ouvidos abertos e um corpo que sempre abriga outros, deixa-os descansarem contra a batida do meu peito. Eu sou braços que se espalham e se dobram sobre almas cansadas, trazendo-lhes conforto e amor. Eu sou consolo. Eu sou segurança. Eu sou suave.


Sorrio para as pessoas – estranhos e amigos. Eu cresci acreditando que o mundo é bonito e que mesmo no terror, mesmo na dor – ainda há esperança. E eu me apego a isso. Eu mantenho essa crença apertada entre as pontas dos meus dedos, mesmo quando o sol está atrás das nuvens.

Eu sou uma mulher. Eu sou suave. Mantenho meu coração na palma de minha mão e deixo que outros toquem a superfície quente.

Eu escuto com meus olhos fechados e deixo as histórias caírem sobre minha pele como a chuva. Eu dou vida às minhas emoções, deixo-as correrem como cavalos em um campo aberto. Eu não tenho medo nem tento me controlar.

Eu sou suave. Aprendi a amar sendo maleável, porque o amor não fica quieto e rígido. Eu tento ser gentil, encher meu coração com o espírito de paciência. Eu confio, porque não sei como não confiar. Eu me preocupo, porque fingir indiferença faz meu peito doer.


Eu não sei como amar com menos, como ser fria e distante, como manter os outros a distância de um braço. Eu sou uma mulher com um coração grande – sou suave e não tem medo de amar.

Mas também sou forte.

Meu corpo é fluido, dançando ao ritmo das músicas no rádio, zumbindo à luz do sol. Minha risada flerta com o vento; minha voz se perde nas nuvens.

Meu coração é poderoso, uma batida profunda acelerando a cada passo medido, bombeando mais rápido conforme eu persigo tudo em que acredito.


Eu amo selvagemente, mas não ingenuamente. Eu me importo apaixonadamente, mas sempre propositalmente. Sou suave, mas também forte.

Não deixo que se aproveitem de mim. Tomo medidas determinadas e mantenho meu território. Eu levanto minha voz e uso minha cabeça tanto quanto meu coração. Quando se trata de uma encruzilhada, eu tomo o meu tempo – não porque estou com medo ou sou fraca, mas porque cada decisão que tomo é calculada e pensada.

Porque sou capaz de escolher, de crer, de ser verdadeira, todos os dias.

Eu sou uma mulher. Sou teimosa e selvagem. Sou terna e compassiva. Eu sou todas as coisas ousadas, mas também gentis. Sou alta e silenciosa, clara e escura.

Eu não entro em uma caixa. Eu não sou facilmente rotulada, nem sempre entendida. Às vezes eu sou um pouco demais, mas às vezes eu quero ser mais.

Mas eu não vou ser pisada. Eu não vou ser silenciada. Não vou ouvir que meu corpo, minha mente, meu espírito é um pouco alto demais ou que meu coração está um pouco aberto demais.

Quando alguém perguntar, eu não precisarei explicar como amo, como lutei, como vivo, como continuo me tornando a mulher que eu sou e sempre serei.

Vou simplesmente dizer: “Eu sou uma mulher suave e forte.”

E vou deixar que eles se perguntem em meu rastro.

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Traduzido pela equipe de O Segredo – Fonte: Thought Catalog





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