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Eu te ofereço um café, um shot de vodca ou a minha vida toda?

Eu te ofereço um café, um shot de vodca ou minha vida toda?



Esse jargão é bem comum, e ontem vi na parede de um barzinho, o shot de vodca foi por minha conta e risco, mas fico pensando o que é mais fácil e mais confortável? O café, o shot ou a vida inteira?

Não falo isso somente em relação ao amor romântico idealizado nos contos de fadas, mas sim nas nossas relações diárias, onde alguns entram e saem, aí eu me pergunto o que eu posso te oferecer?

Algo mais breve, mais leve, onde eu não me comprometo com você, nem com suas alegrias e muito menos com suas dores, ou te ofereço um lugar pra ficar, aqui comigo na minha vida compartilhando tudo o que você tem pra me oferecer e te oferecendo um pedaço do que sou.


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Que resposta difícil, ontem estava eu pensando sobre as relações humanas, não contando com nossa família, pais , filhos, marido que vão estar sempre ali, longe ou perto, mas sempre presentes, o restante vem, e vem às vezes para durar um café da tarde, ou um shot de vodca na balada, ou vem para ficar a vida inteira, já me perguntei diversas vezes, será que deixo entrar? Esse meu questionamento é eterno, porém acho que uma decisão temos que tomar, deixar entrar, se permitir, sair do casulo, da zona de conforto, estar aberto a novas possibilidades de amor, seja ela de amizade, de amor fraterno, romântico, qual seja ele, vai ser um café? Um shot? Ou para a vida toda? Não sei, mas é melhor deixar que venha, que entre e me traga seus aprendizados, suas crenças, suas alegrias e suas dores, me traga sua lealdade, me traga seu sorriso, me traga suas lágrimas quando elas insistirem em cair.

 

Passeie pela minha vida, dívida os seus momentos comigo, eu também quero passar pela sua, quero dividir os meus momentos com você, as minhas tardes de sábado, de domingo, o almoço corrido entre um expediente e outro, mas eu preciso dessas relações próximas, que escapam do virtual, se vai durar um café, um shot, ou uma vida toda não sei, mas eu prefiro que você venha.


Acho que nós todos estamos de alguma forma fadados ao fracasso das nossas relações, sejam ela superficiais ou mesmo duradouro, a vida é um início, meio e fim,  as pessoas vem e vão, é preciso coragem para deixa-las entrar, e preciso desprendimento para que elas fiquem, porque ninguém tem força suficiente para prender, dar um nó e impedir que a pessoa se vá, mas ao mesmo tempo acho que estamos fadados ao sucesso das nossas relações, daquela amizade que mora bem longe e que você não pode encontrar todos os dias e nem sequer no final de semana, mas que seja no inverno ou no verão você consegue pegar um avião, um ônibus, qualquer meio que seja para estar com ela, para estar perto de novo, porque aquela amizade que começou num café, se tornou pra vida inteira, estamos fadados ao sucesso quando assumimos aquela relação amorosa que nos faz bem, que quando toca o telefone ou o som do whatsapp, nosso coração dispara, vai durar?

Sabe que não sei, talvez um dia você vai ter que deixar ir, por vontade própria ou não, porque você sabe que talvez o caminho daquela pessoa não será mais ao seu lado, e o que você aprendeu ou o que ela aprendeu já é mais que suficiente para seguir sozinha, assim com nossos amigos, com nossos filhos, e com nossos pais quando um dia criamos asas e voamos na busca dos nossos sonhos, da nossa própria vida, porque o que eles nos ensinaram já é o suficiente para seguir em frente, mas com aquela certeza que o ninho está ali preservado porque um dia vamos voltar nem que seja por alguns segundos para celebrar nossas vitórias ou chorar nossas derrotas,

Sabe, vocês que tem sede de pessoas, deixem que elas entrem, saiam do virtual, passem pro real, onde se pode abraçar, beijar, olhar, sentir.  Que nós possamos sempre entrar e sentar, seja para um café, para um shot, ou mesmo que seja para a vida inteira! Permita-se!

Namastê!


Desapega, vai!

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