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Garçonete brasileira salva a vida de criança de 11 anos, que sofria tortura nos EUA: “Foi das mãos de Deus”

A criança era obrigada a passar fome como forma de punição; policiais dizem que, se a brasileira não tivesse ajudado, seria uma fatalidade.



A violência doméstica não acontece apenas com adultos, como se imagina, também faz vítimas muitas crianças. Em Orlando, nos Estados Unidos, um menino de 11 anos foi resgatado por uma garçonete brasileira, que percebeu algo estranho com o garoto e sua família. Já considerada uma heroína local, Flaviane Carvalho, garçonete no restaurante Mrs. Potato, salvou uma criança que estava sofrendo tortura dentro da própria casa.

De acordo com o portal UOL, a brasileira notou alguns sinais que a mantiveram alerta. No Ano-Novo, o garoto e sua família, sua mãe, seu padrasto e sua irmã mais nova, entraram no restaurante.

Ela imediatamente percebeu que ele tinha um grande arranhão entre as sobrancelhas e um hematoma ao lado do olho. Como se esses sinais físicos não bastassem, enquanto a família fazia sua refeição, Flaviane percebeu que o prato do garoto permaneceu vazio o tempo todo.

Ela disse que esse foi o limite. Como também tem filhos, sentiu logo que algo estava errado. Segundo a brasileira, não se nega alimento a uma criança, e isso a fez suspeitar que o menino estivesse sofrendo algum tipo de tortura ou assédio.

Discretamente, Flaviane encontrou um ponto no restaurante onde ele podia vê-la, mas sua família, não, então escreveu uma placa perguntando se ele estava bem e mostrou. Ele imediatamente acenou com a cabeça negativamente. Ela escreveu então outra placa perguntando se ele precisava de ajuda, e a resposta do garotinho foi sim.


Direitos autorais: reprodução/Departamento de Polícia de Orlando.

Flaviane chamou a polícia imediatamente, e o padrasto Thimothy Wilson II foi preso ainda na mesma noite, mesmo negando as acusações de agressão. Kristen Swann, mãe do pequeno, foi presa seis dias depois, apenas quando confirmou que era negligente – sabia sobre os abusos, mas não ajudava o filho, nem sequer levando-o para tratar dos machucados.

Segundo as autoridades policiais de Orlando, tudo indica que o menino não sofria qualquer tipo de abuso, mas, sim, tortura.


Ele relatou que já foi amarrado pelos tornozelos, pelo pescoço e pendurado em uma porta, de cabeça para baixo. Além disso, o pequeno garoto conta que já apanhou com uma vassoura de madeira e já foi algemado a uma carreta móvel. A fome era usada como punição de forma regular, de acordo com o depoimento do menor.

Os relatos foram fortes e o delegado encarregado do caso, Orlando Rolón, classificou-o imediatamente como tortura.

As autoridades acreditam que, se Flaviane não tivesse agido, provavelmente o garotinho acabaria fazendo parte de um caso de homicídio, dado o tamanho da violência e negligência de seus responsáveis. Para a polícia, Deus colocou a brasileira naquele local, no exato momento que a criança precisava, para ser possível salvá-la.

Embora a história seja muito triste, podemos ficar felizes em saber que a brasileira salvou a vida daquele garoto e ajudou a encarcerar dois criminosos.

Direitos autorais: reprodução/Departamento de Polícia de Orlando.

O padrasto do menino pode pegar prisão perpétua, já que está respondendo a múltiplas acusações de abuso agravado e negligência infantil. Na Flórida, estado do ocorrido, a prisão perpétua é permitida.

Já a mãe da criança pode pegar até 30 anos de prisão, e está respondendo a duas acusações de negligência infantil. Ao que tudo indica, quem realmente infligia sofrimento físico à criança era o padrasto, enquanto a mãe não o denunciava nem ajudava o filho.

Ainda bem que a criança pôde contar com a bondade e empatia da Flaviane, a brasileira que a salvou!

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