Pessoas inspiradoras

Ex-alunos arrecadam mais de R$270 mil e transformam a vida de cozinheira da república em que moravam

Jessie trabalhou como cozinheira de uma república durante 14 anos, onde era considerada uma mãe pelos alunos.



A arrecadação foi feita cerca de três décadas depois por todos que receberam seus cuidados.

Retribuição é um dos atos mais bonitos que existem! Conseguir devolver tudo aquilo que recebemos de amor, cuidado, carinho e investimento faz com que as pessoas responsáveis se sintam reconhecidas por todo esforço e sacrifício que fizeram. Doar o que se tem, seja com valor real ou simbólico, sempre traz a sensação de dever cumprido, além de demonstrar na prática o amor.

Jessie Hamilton trabalhou como cozinheira em uma casa de fraternidade na Universidade Louisiana State por 14 anos. Nos Estados Unidos, as fraternidades se assemelham às repúblicas brasileiras, servindo como moradia para os acadêmicos durante o período de suas graduações.


Ela era conhecida como mãe para todos os que por ali passavam, oferecendo seus conselhos e cuidados, além de preparar todas as refeições para os jovens.

Andrew Fusaiotti, um dos rapazes que passaram pela república Phi Gamma Delta, também chamada de Fiji, explica ao The Washington Post que a cozinheira sempre tratou todos como se fossem os próprios filhos.

O homem, que hoje tem 52 anos e passou pela LSU na década de 1980, decidiu, junto com cerca de 100 outros membros da Fiji, presentear todo esse zelo de Jessie.

Perto de completar 74 anos, ela foi surpreendida com mais de US$ 50 mil (o que corresponde a mais de R$ 270 mil), em uma celebração ao ar livre, na sua casa. O dinheiro foi usado para pagar sua hipoteca, algo que ela não esperava, mas com que sonhava muito. A hipoteca é uma linha de crédito muito utilizada em alguns países e consiste em usar um imóvel como garantia para um empréstimo.


Direitos autorais: reprodução Facebook/Andrew Fusaiotti.

Jessie trabalha desde os 14 anos e sentia que há muito tempo estava pronta para se aposentar. A senhora conta que vem de uma família humilde, que nunca teve muito. Mãe solo de três filhos, houve momentos em que precisou trabalhar em quatro empregos simultaneamente e, mesmo assim, certas vezes, ainda não tinha dinheiro suficiente para alimentar a família.

Em 1982, ela começou a trabalhar como cozinheira na fraternidade, e precisava acordar às 4 horas da manhã todos os dias para conseguir chegar ao campus a tempo de preparar o café da manhã dos universitários. A senhora conta que não apenas cozinhava, mas tinha a delicadeza materna de ainda se certificar de que todos estavam se alimentando corretamente.

Direitos autorais: reprodução Facebook/Andrew Fusaiotti.


Além de preparar deliciosas refeições caseiras, cuidadosamente preparadas, Jessie também era uma ótima ouvinte. Johnny Joubert, de 51 anos, afirma que ela sempre cuidou de todos, perguntando como estavam, sem nunca deixar que seus problemas pessoais afetassem sua interação e trabalho na universidade.

Em 2006, Jessie realizou o sonho de comprar a casa própria mas, sem dinheiro, precisou fazer uma hipoteca de 30 anos, consciente de que teria de continuar trabalhando em vários empregos até o fim de sua vida.

Logo no início da pandemia, Fusaiotti entrou em contato com a senhora para saber como estava, foi quando descobriu que ela ainda trabalhava em dois empregos, porque não tinha dinheiro para se aposentar. Ele decidiu se empenhar para ajudar a mulher que tanto lhe ofereceu durante seu período de faculdade, e entrou em contato com os filhos para saber quanto faltava para quitar a hipoteca: US$ 45 mil (cerca de R$ 240 mil).

Direitos autorais: reprodução Facebook/Andrew Fusaiotti.


Fusaiotti sabia que muitos outros colegas da Fiji também tinham criado laços com a ex-cozinheira, e decidiu começar, então, uma arrecadação de fundos. Ele e Joubert entraram em contato com membros da república espalhados no país inteiro, solicitando doações de qualquer valor para pagar a hipoteca.

Mesmo que a pandemia fosse um empecilho dos grandes, Fusaiotti estava determinado a fazer aquilo dar certo, e passou os últimos meses preparando tudo. No dia 3 de abril, pouco antes de completar 74 anos, ele organizou um evento-surpresa e chamou a celebração de “Dia de Jessie Hamilton”.

Os filhos de Jessie também estavam envolvidos na comemoração, todos os que compareceram ao local já estavam vacinados, e o grupo de membros da Fiji a aguardava do lado de fora de sua casa, preparado para cantar “parabéns para você”. A emoção foi grande. Ela não via muitos deles havia mais de 30 anos!

Foram dados a Jessie dois grandes cheques, um no valor exato, para pagar a hipoteca, e outro com a quantia de US$ 6.675 (cerca de R$ 37 mil), para que pudesse desacelerar um pouco e cuidar de si mesma. Ela decidiu tirar férias assim que conseguir, e pretende visitar mais os irmãos Fiji, que sempre disseram que a amavam, e provaram isso.


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