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Ex-loira do É o Tchan se filia ao partido de Damares para disputar candidatura a deputada no DF

Foto: Redes sociais
Ex loira do E o Tchan se filia ao partido de Damares e sera candidata capa

A policial rodoviária federal já recebeu críticas por ter ascendido de cargo de maneira “meteórica”, sendo indicada a um cargo de confiança em Brasília no ano passado.

No dia 1º de abril, foi anunciado que a policial rodoviária federal Silmara Miranda, de 41 anos, se filiou ao partido Republicanos, o mesmo da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves. A movimentação foi feita para que ela pudesse se lançar candidata a deputada pelo Distrito Federal nas próximas eleições.

Conhecida pelo público por integrar o grupo baiano É o Tchan de 2003 a 2007, Silmara posou com a primeira-dama Michelle Bolsonaro em um evento no dia 17 de março. Na ocasião, o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um balanço sobre a atuação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), estimando que causaram um prejuízo de 23 bilhões a organizações criminosas.

Formada em jornalismo há mais de 10 anos, a servidora pública foi aprovada no concurso da PRF em 2020, e tomou posse na Superintendência em Florianópolis, Santa Catarina. Menos de um ano depois, foi promovida a um cargo de confiança em Brasília, no dia 21 de outubro de 2021, no que os colegas de profissão apontaram como “ascensão meteórica”.

Nas redes sociais, Silmara rebateu as críticas, e afirmou que a matéria publicada na Folha de S. Paulo, Correio 24h, e no BNews não passavam de fake news. De acordo com a servidora pública, o conteúdo da reportagem era “manipulativo”, sugerindo que ela era grata ao atual presidente da república por conseguir um cargo de confiança em tão pouco tempo de atuação na PRF.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @silmara_miranda

A profissional defendeu que o cargo que assumiu não exige nenhum critério para nomeação, sendo livre para assumir independente do tempo que tenha integrado o quadro de funcionários da PRF. Nomeada para o cargo de chefia na Comunicação Social do órgão, Silmara ainda explicou que atualmente faz MBA jornalismo estratégico e assessoria de imprensa, e que já atuou na área em outra ocasião.

A servidora foi aprovada, segundo lista publicada no Diário Oficial da União, para assumir em Amazonas, mas em pouco tempo assumiu uma função maior em Brasília. Em seu Instagram, Silmara se defendeu, explicando que existiu um processo seletivo interno, e que poucos funcionários se interessaram pela mudança de lotação, por isso conseguiu mudar rapidamente.

Segundo reportagens da época, funcionários do local teriam supostamente afirmado que o mais comum é permanecer trabalhando por anos em uma função antes de ascender profissionalmente dentro da PRF, o que gerou desconforto entre os funcionários. A própria PRF publicou uma nota de repúdio, que Silmara compartilhou em seu perfil, explicando que ela foi trabalhar em Brasília após um recrutamento interno.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @silmara_miranda

Ainda de acordo com a nota, Silmara teria sido escolhida posteriormente para o cargo de confiança como chefe do setor de Comunicação por ter “capacidade de gestão e espírito de liderança”. O diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, ainda escreveu que todos os funcionários são escolhidos com base na competência, integridade, respeito e eficiência, e que a PRF não compactua com nenhum tipo de preconceito contra as mulheres.

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Direitos autorais: Reprodução Instagram/ @silmara_miranda

Silmara ainda compartilhou na mesma publicação, uma captura de tela do professor Ricardo de Sá, juiz que atua no Tribunal de Justiça de Pernambuco, que explica que não existe nenhuma ilegalidade ou inconstitucionalidade em ser nomeada para um cargo de confiança, já que preenche os requisitos mínimos para tal. Ele ainda afirma que ela supostamente sofre preconceito por ter menos de um ano de carreira na PRF e ser indicada para um alto cargo apenas porque já foi a “loira do Tchan”.

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