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“Faça aquilo que achar certo, de qualquer forma você será julgado.”

Nunca antes na história do planeta se ouviu falar em tantos casos de pessoas que se dizem insatisfeitas com a própria vida.

Pode ser a insatisfação com o trabalho mal remunerado, a relação com familiares, a falta do que fazer, o vizinho que coloca o funk no volume máximo, o tropeço na calçada. Enfim, pode ser, e será, qualquer coisa. Em um momento estão felizes, mas um simples acontecimento pode ser o “start” para uma crise de tristeza, ansiedade, raiva ou melancolia. O transtorno do humor é um problema de ordem mundial e, em muitos casos, evolui para a depressão clínica, denominada atualmente pela Organização Mundial da Saúde como o “mal do século”. Pessoas ansiosas, preocupadas, estressadas, nervosas, tendem a desenvolver a doença quando esses estados atingem o nível crônico. O que tudo isso pode indicar?



Em um nível mais profundo, toda insatisfação indica um desvio. “Como assim, Felipe? Nunca me desviei dos meus objetivos, sempre fui muito centrado em tudo que fiz e faço. Não tem como eu ter desviado.”

Pois é! O desvio a que me refiro é aquele de ordem profunda, daquilo que você deveria fazer e não faz. Esse desvio pode ocorrer por vários motivos, mas os principais são:

1º – O desconhecimento

Muitas pessoas não têm noção daquilo que fazem, até que cheguem ao ponto de dizer “isso não me trará nenhuma satisfação”. Mas o fato é perfeitamente aceitável, até porque não há como prever o futuro. Além disso, que atire a primeira pedra quem nunca errou um caminho. A boa notícia é que sempre é tempo para iniciar uma nova jornada, basta apenas que sigamos o que será dito mais à frente.


2º – O Medo de não ganhar dinheiro suficiente, de não ser reconhecido, de não ser aceito socialmente

Esse medo faz com que percorramos caminhos que não são os nossos. Duas “pessoas” podem ditar os caminhos em nossa mente:  o eu verdadeiro e o ego. O ego se concentra nas coisas e situações de fora. O eu verdadeiro se preocupa com seu bem-estar. Querendo ou não, precisamos do ego para executar tarefas e colher aprendizado. Entretanto, quando tem muito poder, ele pode ditar nossos comportamentos, fazendo com que sejamos desviados daquilo que nos traria alegria e realização. Então, deixe de lado o apego demasiado às coisas materiais. Dê ao ego menos poder.


Então, o que fazer? Osho nos dá um conselho interessante: “Opte por aquilo que faz o seu coração vibrar, apesar de todas as consequências.” Significa que é o seu coração quem deve ditar seu caminho.

Se você sente aquela satisfação mágica naquilo que faz, união de alegria e realização pessoal, então é esse o seu caminho.

Um detalhe: sempre que seguir por este caminho, de alguma forma, você estará passando uma boa mensagem para a sociedade. Espalhar essa mensagem de alegria e controle da própria vida não seria uma forma de ser útil às pessoas?


Abro uma licença poética à religiosidade de cada leitor para citar uma mensagem contida no Livro dos Espíritos, questão 943, quando Allan Kardec pergunta os espíritos sobre a origem dos desgostos da vida. Eis que obtém como resposta:

“Os desgostos da vida são efeito da ociosidade, da falta de fé e, frequentemente, da saciedade. Para aquele que exercita suas faculdades com um objetivo útil e segundo suas aptidões naturais, o trabalho não tem nada de árido e a vida se escoa mais rapidamente.”

Tudo que é bom passa rápido, não é mesmo?

Algum momento você, ou seu ego, poderia dizer: “Sou muito feliz pintando paisagens a óleo, mas sinto que não tenho talento”. Eis que Eleanor Roosevelt responderia:

“Faça aquilo que achar certo, de qualquer forma você será julgado.”

Entendeu a mensagem? Não depende do que o ego acha, se as pessoas julgarão se tem talento ou não, e sim daquilo que preenche seu ser e te faz ser útil para a sociedade. Gosta de animais? Trate-os com carinho e respeito, estude sobre eles, faça um curso de biologia ou veterinária. Gosta de arte, mas não sabe expressar a sua própria? Pratique, estude, observe aqueles que se encontravam na mesma situação. Todo grande mestre já esteve em uma posição de aprendiz. Gosta de culinária? Estude seus gostos, pratique receitas, faça um curso de nutrição ou peça para seu avô lhe ensinar a receita daquele feijão tropeiro maneiro, com linguiça de churrasco, que ele faz (aconteceu comigo).

Tenha em mente que, independente do caminho que escolher, haverá a necessidade da prática, do estudo, da “humildade do aprendi.

Nada na vida sai de graça. É preciso vontade para desenvolver algum projeto que traga satisfação durante o processo. Mas, o mais interessante é que, se você seguir o que foi dito, não haverá dificuldades e sim etapas e realização, mais etapas e mais realização. Este é o caminho.


Direitos autorais da imagem de capa Alexandre Croussette on Unsplash

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