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Fala, bebê!

As primeiras palavras de uma criança são sempre esperadas com muita expectativa.


Mas existe hora certa para ela começar a se comunicar?

E se ela não demonstrar nem sinais, tem como ajudar?

O primeiro choro, a primeira risada, os primeiros passos e finalmente a tão esperada primeira palavra dita pela criança – mesmo que seja apenas um balbucio de “mama” ou “papa” são aguardadas com ansiedade pela família.


A expectativa gerada em torno da primeira fala do bebê é muito grande, mas cada um tem o seu ritmo de desenvolvimento.

O importante é estar atento a alguns sinais, para detectar se existe, de fato, um atraso de Linguagem, que prejudicará posteriormente a fala.

Assim que o bebê nasce é realizado ainda na maternidade uma série de testes  e dentre eles o teste da Linguinha que verifica o seu desenvolvimento orofacial (verifica-se o frênulo lingual, a mobilidade da língua, dentre outros aspectos).

é preciso realizar o Teste da Orelhinha (Otoemissões Acústicas). Este teste irá configurar se existe ou não alguma alteração auditiva que poderá atrasar ou ‘modificar’ a linguagem em processo de aprendizado do bebê.



 QUANDO COMEÇA A FALAR?

Algumas crianças emitem os sons da fala a partir dos seis meses, mas os pais não precisam entrar em pânico caso o seu filho não fale antes de um ano.

Afinal, vale lembrar que o processo de aquisição da fala e linguagem ocorre de forma individualizada e está correlacionada à maneira  como a criança é estimulada pelos pais e pelo ambiente em que se encontra integrada.

Também se deve ficar atento, pois, algumas crianças começam a falar antes de completar um ano, enquanto outras demoram até aos três anos para iniciar a falar. Nestes casos e em outros específicos em que há, nitidamente, uma dificuldade de falar da criança, precisa-se procurar um fonoaudiólogo competente para que sejam realizadas avaliações específicas e complementares para detecção da alteração.


 O QUE OS PAIS PODEM FAZER PELOS SEUS FILHOS?

Estímulos positivos sempre são muito bem vindos!

Cantar para o bebê, colocar músicas para ele ouvir, ler com seu filho livros interativos nos quais ele possa identificar objetos que são ditos por quem conta a história, dentre outros exemplos.

Vale ressaltar que os pais falem de forma normal com o bebê, evitando a fala infantilizada e o uso recorrente de diminutivos. Essa forma de falar como um bebê com os filhos torna o processo de desenvolvimento da fala/linguagem mais difícil para a criança, no que se refere ao entendimento de que os objetos têm um nome específico.

Evite os gestos.

Quando a criança quer alguma coisa e apenas aponta para o objeto desejado, o ideal é que os pais não atendam ao pedido, mas sim, perguntem a ela se é aquele objeto que ela pede, e aguarde a resposta. O importante é dizer à criança que é preciso pronunciar o que se quer, caso contrário ela irá se  acostumar a pedir tudo com gestos e entenderá que o uso da fala é dispensável quando se precisa de algo.


COMO EU DEVO CORRIGIR?

Chega uma fase, por volta dos quatro anos de idade, aproximadamente, em que a criança começa a apresentar trocas na fala ou omissões (sons da fala).

Nesse período, alguns pais têm a tendência de corrigir ou brigar com a criança, dizendo: “não é assim que se fala”.

Isso pode desenvolver uma insegurança na produção da fala, levando a outras alterações de linguagem, entre elas a Gagueira, que é muito comum.

Não é bom chamar a atenção da criança e a melhor maneira nesses casos ainda é responder à fala de forma correta, como por exemplo: “mamãe vamos andar de ‘CAUO’ hoje?” Forma correta de resposta ao questionamento do filho: “Sim, filho, nós vamos andar de CARRO hoje.”

É importante que a criança ouça a palavra produzida de forma correta, sem pressão ou correção.

Esse cuidado e paciência promoverá a conscientização do som da fala pelo seu filho, ajudando-o na aquisição da forma correta da fala, sua compreensão e sua escrita.

Abraços!





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