Gloria Perez fora da Globo, promete desvendar mistérios dos bastidores da teledramaturgia

Na última sexta-feira, dia 30, a renomada autora Gloria Perez, que recentemente encerrou seu vínculo contratual com a Globo, causou um alvoroço ao falar sobre sua última novela, “Travessia” (2022), da qual é criadora.
O debate veio à tona após uma reportagem de Carla Bittencourt, colunista do portal Leo Dias, que destacou um suposto favoritismo da emissora carioca para com a novelista Manuela Dias. Isso se deu apesar das críticas pouco favoráveis e dos índices de audiência não tão expressivos quanto esperados para o remake de “Vale Tudo”.
Segundo o artigo, em contraste com outros dramaturgos, a Globo teria optado por não realizar intervenções significativas na obra de Dias, o que teria causado mal-estar nos corredores da emissora.
A situação de Manuela Dias foi contrastada com a de outros autores consagrados, como Lícia Manzo, Walcyr Carrasco e João Emanuel Carneiro, que enfrentaram desafios com a emissora por conta de modificações em seus roteiros.

Direitos autorais: Reprodução / X
Em reação a um comentário de um usuário no X (antigo Twitter), Gloria Perez não hesitou em afirmar que “Travessia” representou um desafio considerável, recordando que até a sinopse inicial foi recusada pela emissora.
“Vocês não sabem meia missa do que aconteceu em Travessia. Vão saber a real quando escrever minhas memórias”, declarou a autora, sugerindo que futuramente revelará mais sobre os obstáculos encontrados durante a produção da novela.
A troca de declarações nas redes sociais trouxe à luz, mais uma vez, as disputas internas entre os escritores da Globo, especialmente no tocante a favorecimentos e à maneira como a emissora administra seus projetos.
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