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Felicidade

“O homem sonha em viver dias felizes, mas não sabe conquistar a felicidade. Os poderosos tentaram dominá-la. Cercaram-na com exércitos, encurralaram-na com armas, pressionaram-na com suas vitórias. Mas a felicidade os deixou atônitos, pois nunca o poder conseguiu controlá-la.



Os magnatas tentaram comprá-la. Construíram impérios, amealharam fortunas, compraram jóias. Mas a felicidade os deixou perplexos, pois ela jamais se deixou vender, e disse-lhes: “O sentido da vida se encontra num mercado no qual não se usa dinheiro!”

Por isso há miseráveis que moram em palácios e ricos que moram em casebres. Os cientistas tentaram entender a felicidade. Pesquisaram-na, fizeram estatísticas, mas ela os confundiu, falando-lhes: “A lógica numérica jamais compreenderá a lógica da emoção!”

Perturbados, descobriram que o mundo da emoção é indecifrável pelo mundo das idéias. Por isso, os cientistas que levaram uma vida exclusivamente lógica e rígida foram infelizes. Os intelectuais buscaram a felicidade nos livros de filosofia, mas não a encontraram.


Por quê? Porque há mais mistérios entre a emoção e a razão do que jamais sonhou a mente dos filósofos. Por isso, os pensadores que amaram o munda das idéias e desprezaram o mundo da emoção perderam o encanto pela vida.

Os famosos tentaram seduzir a felicidade. Ofereceram-na aplausos, os autógrafos, o assédio da TV. Mas ela os golpeou, dizendo: “Escondo-me no cerne das coisas simples!” Rejeitando o seu recado, muitos não trabalharam bem a fama. Perderam a singileza da vida, se angustiaram e viveram a pior solidão: sentir-se só no meio da multidão.

Os jovens gritaram: “O prazer de viver nos pertence!” Fizeram festas e promoveram shows, alguns se drogaram e outros apreciaram viver perigosamente. Mas a felicidade chocou-os com seu discurso: “Eu não me encontro no prazer imediato, nem me revelo aos que desprezam seu futuro e as consequências dos seus atos!”


Algumas pessoas creram que poderiam cultivar a felicidade em laboratório. Isolaram-se do mundo, baniram as pessoas complicadas de sua história e as dificuldades de sua vida. Gritaram: “Estamos lires de problemas!” Mas a felicidade sumiu e deixou-lhes um bilhete:

“Eu aprecio o ‘cheiro’ de gente e cresço em meio aos transtornos da vida.”

Por que muitos falharam em conquistar a felicidade? Porque desejaram o perfume das flores, mas não quiseram sujar as mãos para cultivá-las; Porque quiseram um lugar no pódio, mas desprezaram a labuta dos treinos.

Precisamos aprender a navegar nas águas da emoção se quisermos ter qualidade de vida no mundo estressante em que vivemos.”

Augusto Cury

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