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Felicidade não define!

Eu não sei que tipo de sentimento define essa minha viagem de férias. Não, essa não é a minha primeira vez na Europa. Sim eu já estive em Paris antes… Talvez, a minha postura como turista tenha mudado um pouco. Primeiro, deixei praticamente todos os pontos turísticos “oficiais”de lado, sim, inclusive os museus e igrejas, e até a linda Torre Eiffel. A prioridade foi andar pela rua e observar, observar e observar.



Eu pensei: Quero olhar mais, ouvir mais, sentir mais. Quero ser eu mesma a grande testemunha da minha alegria. E foi exatamente assim que me comportei desde que pisei em Paris no dia 12 de julho de 2016.

No caminho entre o aeroporto e o hotel, me senti um pouco sonolenta, mas não me permiti fechar os olhos é que até a chuva que batia no para-brisa me interessava, assim como o trânsito, o silêncio do motorista do taxi… Tudo… Começava ali a minha odisséia com um olhar super aguçado e uma vontade de ver e saber como vivem os franceses.

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Sobre isso fiz algumas descobertas: Se eles eram mal humorados e não gostavam de falar em inglês, isso mudou. Em qualquer restaurante que vc entre… O menu vai chegar depressa em suas mãos, mas o garçom demora. Acho que é um jeito que eles encontraram pra deixar o estrangeiro ter tempo pra entender o cardápio e fazer as melhores escolhas. Descobri também que a conta fica na mesa, na maioria dos lugares.

Comprovei o que todo mundo já sabe, o metrô é ótimo, taxi é caro, aliás, anote aí, tudo é caro em Paris. Que La Defense era um mal necessário e que os franceses não gostam dele, como não gostam das luzes da torre até hoje. O happy hour da moçada é na beira do Sena, com baguetes e vinho. O café, caso não seja expresso, será quase um chá.

Sobre as francesas… Elas são charmosas… Pouca maquiagem, traço de delineador forte nos olhos, aquele coque que a gente faz pra entrar no chuveiro e um estilo de se vestir que parece que vem com a seguinte frase: “Não tô nem aí pra você! A sapatilha baixa ou a sandália rasteira são usadas noite e dia. Elas tem um frescor, algo que talvez a carioca tenha. Eu não tenho.


Os franceses? Elegantes e despojados. Donos dos blazeres mais bem cortados do mundo e do cabelo mais estiloso do planeta. Eles estão no top five.

Mas pra ir vendo tudo isso tive que ficar meio francesa… Agradeço por ter comprado um dia antes da viagem uma rasteirinha de verniz que ficava bem de dia e de noite, por ter levado um blush iluminador tipo bronzant,, e ainda assim, os franceses me perguntavam: “Italiana?” Não se pode enganar todo mundo o tempo todo.

Mas, me esforcei pra ser como eles, andei a pé, como há muito não fazia, me hospedei em Montparnasse, sentei nos cafés, brasseries, pedi croque monsieur, tomei champanhe de manhã de tarde de noite, apreciei cada pistache servido ao sentar nos bares. Comi peixe, entrecôte, baguetes, croissant, mil folhas, eclairs e macarons. Tomei chá. Fiz reservas em restaurante e cheguei com 10 minutos de antecedência. Percorri a Saint Honoré. Fui a uma estação de trem e também a um salão de beleza. Comprei perfume, cachemire e maquiagem e cochilei no fim da tarde.

Não fosse isso… Não teria sentido a plenitude dos franceses mordendo uma baguete no jardim de Luxemburgo, ou das crianças colocando barquinhos no espelho d’água do mesmo jardim. E em meio a tudo isso, passei pela Torre Eiffel, pelo Arco do Triunfo, pelo Louvre, mas fiz deles uma paisagem cotidiana. Uma parisiense bem brasileira, vendo a vida passar em Paris… C’est la vie!

Marilucy Cardoso

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Texto escrito com exclusividade para o site O Segredo. É proibida a divulgação deste material em páginas comerciais, seja em forma de texto, vídeo ou imagem, mesmo com os devidos créditos.




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