A felicidade se encontra naquilo que você realmente é!

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Já dizia o pai da psicanálise: “Antes de diagnosticar a si mesmo com depressão ou baixa autoestima, certifique-se primeiro de que você não está, de fato, cercado por idiotas”.

Você já se perguntou quantas ações do seu dia a dia têm como base os seus anseios mais profundos e quantas delas estão alicerçadas em expectativas alheias? Pois eu gostaria de lhe propor esse breve exercício, ao qual eu mesmo me tenho dedicado com considerável empenho ultimamente. A escrita pode ser bastante útil aqui, elencando-se em duas colunas todas as ações, comportamentos e hábitos voltados ao atendimento das próprias necessidades e aqueles destinados a atender às expectativas alheias. Trata-se de um exercício que, comumente, rende bons resultados em sessões de terapia. Acredite em mim.



Você perceberá que a dor, na grande maioria das vezes, é consequente da nossa tola necessidade de ser aceito, de estar de acordo, de atender às expectativas criadas sobre nós, mas sobre as quais nunca tivemos responsabilidade alguma.

E, assim, o humano converte-se em um autômato, sempre programado para atender às demandas de uma sociedade que nunca vai considerá-lo bom o bastante.

Pois, depois da graduação, é preciso fazer o mestrado, e depois o doutorado, e depois ter um emprego perfeito, construir uma família, e depois ter filhos… Há sempre um depois que o mantêm na sensação de falta, de incompletude, como consequência de uma sociedade que, em lugar de orientar o indivíduo a agir no mundo de acordo com a sua própria volição, prepara-o para acreditar-se livre em um regime escravagista. Um escravo conformado, um ser habituado às sombras na Caverna de Platão.


Você não “precisa” ir para a faculdade, que nada mais é que uma alternativa para a tão sonhada ascensão social. E mesmo isso não “precisa” ser um sonho seu.

Você não “precisa” estar na moda se adora e se sente bem com os seus tênis surrados, os seus quilinhos a mais e aquele estilo tido como “démodé”.

Você não “precisa” encher a cara, fumar ou frequentar determinados ambientes por medo de ser isolado do grupo de amigos. Se o seu estilo é mais caseiro ou se curte um cinema em vez da balada, o ideal talvez seja trocar de amigos em vez de anular-se. Você não precisa fazer nada além de ser ético, justo e compassivo para com os outros. Trata-se, aqui, de ser um egoísta no bom sentido, cultivando aquele egoísmo que equivale não à arrogância e indiferença, mas, sim, a ser aquilo que você realmente é. Talvez um arrogante e indiferente… quem sabe? Para sabê-lo, basta investigar-se, basta finalmente comparecer ao encontro marcado consigo mesmo desde que estreou neste mundo.

Fazer parte de uma minoria não necessariamente equivale a ser o errado da história. Não conseguir se encaixar não raro é uma benção. Os grandes homens que a humanidade já viu – como Jesus, Giordano Bruno e Gandhi, só para citar alguns deles – fizeram história justamente por haverem se destacado pela diferença, por pensarem fora da caixinha, por saírem dos padrões estabelecidos e viverem a sua verdade. Paga-se um preço por isso, é claro. Alguns são crucificados, queimados ou baleados. E, neste ponto, talvez você me pergunte: “Mas, Alex, de que vale a pena viver a minha verdade se posso ter o isolamento, o preconceito ou até a morte como consequência?” Ora! É uma questão de escolha, valendo considerar que uma vida pautada pelas expectativas alheias já é a morte, um estado vegetativo, nem de longe uma vida de verdade.


Portanto, vá fundo, olhe para você, investigue-se e seja aquilo que você realmente é. Há consequências, e elas podem sim ser fatais. Mas, ainda assim, eu prefiro uma consequência fatal a uma vida perpassada pela fatalidade.


Direitos autorais da imagem de capa: freestockpro from Pexels

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* Matéria atualizada em 30/01/2018 às 5:40






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