FelicidadeO Segredo

Felicidade express!

FELIZ Z

Hoje em dia tudo virou mais ou menos a mesma coisa: o prazer de se tomar uma taça de espumante gelado num morno fim de tarde ou a alegria de se beijar quem se deseja passaram a se assemelhar muito.



Para muitos a palavra sucesso equivale à felicidade. E para estas mesmas pessoas ter sucesso ou felicidade, é ter status, dinheiro e bem pouco tempo para o prazer. O prazer não está no momento, no aqui agora, no sol queimando a pele, na chuva refrescando o calor, no primeiro gole de uma cerveja gelada depois de um dia de trabalho.  Para outros, felicidade é apenas prazer. É a maciez de uma cama, é o balançar de uma rede, é o cheiro aconchegante de um filé acebolado saindo da frigideira rumo ao prato.

De qualquer forma, independente de fazermos parte do grupo daqueles que projetam a felicidade no futuro ( quando eu fechar aquele negócio milionário, quando eu receber aquele prêmio, quando eu comprar uma casa mais imponente que a do meu cunhado que eu tolero gentilmente todos os finais de semana enquanto beberico um uísque 12 anos, exibindo a minha nova máquina de fazer café ou falando sobre a minha mais recente viagem) ou  daqueles que reduzem tudo ao sensorial, sacralizando o ato banal de comer uma espiga de milho cheia de manteiga derretida e banalizando um beijo que deveria ser um ato de amor, a maioria está perdendo de vista o conceito de felicidade no seu sentido mais sublime.

Sim, status proporciona realização. Sim, bem-estares sensoriais geram muito prazer. Mas felicidade é algo que vai além de ambições materiais ou hedonistas.


Felicidade é ou deveria ser um encontro íntimo e caloroso com tudo aquilo que possuímos de mais profundo e peculiar.  Felicidade deveria ser um encontro conosco mesmo. Com nossas aspirações mais poderosas.

Ser feliz deveria estar intimamente e intrinsicamente relacionado a ser a gente mesmo, a viver de acordo com nossos valores e crenças, sem nos subtermos à tirania alheia.  Ser feliz deveria estar indissociável de se sentir livre.

Livre das imposições sociais que padronizam o conceito de felicidade e o reduzem à sucesso material. Livre da tirania dos nossos próprios desejos, que muitas vezes, nos enredam numa perigosa teia de meias palavras e mentiras que se tornam verdades depois de serem contadas mil vezes.

Para muitos, a felicidade profunda e verdadeira talvez seja a mais cobiçada e desejável das utopias. Para muitos, talvez, tudo se reduz mesmo a acumular terninhos de grife ou viver o aqui agora como uma criança mimada devorando um algodão doce gigante.


Talvez  , para muitos, só seja possível usufruir mesmo desta felicidade express com gosto de chocolate quente de maquininha, desta  felicidade com gosto de comida padrão, saborosa e previsível, acompanhada por sachês de mostarda e Ketchup.  Talvez  , muitos, só possam usufruir desta felicidade com jeitão de filme da sessão da tarde, leve e moralista.

Alguém capaz de sentir uma felicidade gourmet, profunda, intensa, madura, provavelmente é capaz de ultrapassar os torpes limites do senso comum e os limites da própria banalidade.

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Por: Sílvia Marques


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