Comportamento

Felipe Titto exibe coleção de tênis e rebate críticas: “Orgulho das minhas conquistas”

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Em suas redes sociais, o empresário publicou uma foto junto com os muitos pares de tênis, e disse que, no passado, os únicos que tinha eram fruto de doações.

No Brasil, cerca de 28 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, de acordo com dados da FGV Social. Antes de a pandemia da covid-19 estourar, pouco mais de 23 milhões de brasileiros estavam nessa situação, mas a alta nos preços e o índice elevado de desemprego agravam o quadro.

Desde 2012, a população de rua aumentou 140%, chegando a mais de 220 mil brasileiros em março de 2020. Os dados apresentados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ainda apontam que a maioria consiste em desempregados e trabalhadores informais, como vendedores ambulantes e “guardadores” de carros. Também aponta a alta subnotificação, já que muitos municípios não contabilizam crianças, adolescentes e bebês como parte da população vulnerável.

No relatório “Desigualdade mata”, produzido pela Oxfam e compartilhado neste mês, os números mostram que os dez homens mais ricos do mundo dobraram sua renda na pandemia do novo coronavírus. De acordo com a organização, a desigualdade social contribui para a morte de, pelo menos, 21.300 pessoas diariamente no mundo, ou uma pessoa a cada quatro segundos.

O patrimônio dos dez homens mais ricos é maior do que o dos 3,1 bilhões mais pobres, e a Oxfam ainda alerta que, caso pagassem um imposto único de 99% sobre o aumento repentino dos lucros no período pandêmico, eles seriam capazes de pagar vacinas suficientes para o mundo todo, preencher as lacunas os espaços no financiamento de medidas climáticas, de saúde universal e proteção social, bem como nos esforços para combater a violência contra as mulheres em mais de 80 países. Isso ficando R$ 40 bilhões mais ricos.

Os dados alarmantes têm provocado inquietação em um segmento populacional que utiliza as redes sociais para tecer críticas a qualquer forma de manifestação de ostentação de riqueza, como é o caso de pessoas famosas. Quem caiu na mira dos críticos nesta semana foi o empresário milionário Felipe Titto, que compartilhou em seu Instagram uma foto rodeado de pares de tênis, afirmando que “agora quem doa” é ele.

2 Felipe Titto exibe colecao de tenis e rebate criticas Orgulho das minhas conquistas

Direitos autorais: reprodução Instagram/ @felipetitto.

Como registrou uma seguidora, agora ele pode doar, já que teve a sorte de ter dinheiro. O empresário não gostou, respondendo que o que ela chamava de sorte é fruto de suas conquistas e seu trabalho. Outros seguidores teceram ofensas à mulher, que tentou se justificar, mas finalizou dizendo que Titto poderia interpretar da forma como achasse melhor.

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Direitos autorais: reprodução Instagram/ @felipetitto.

Outro seguidor disse que a “ostentação” era desnecessária, e novamente Felipe respondeu: “Para quem tem preguiça de trabalhar e conquistar, pode parecer ostentação mesmo. No meu caso, só estou dividindo com a galera que me segue um pouco do orgulho que tenho das minhas conquistas”. Mas a forma como tratou os seguidores, somada à foto, não agradou aos usuários, segundo os quais o atual momento do país não é propício para esse tipo de exibição.

História de vida

De acordo com reportagem do jornal Extra, de 2017, Titto nasceu na periferia de São Paulo e interrompeu os estudos na 7ª série, sem jamais concluir o ensino fundamental. A renda do artista vem, em grande parte, da publicidade de marcas de carro, moto e óculos, além de aparecer em eventos (antes da pandemia). Outra parte sai dos lucros das postagens no Instagram.

Atualmente ele tem sete empresas de ramos diferentes: uma locadora de casas de férias, dois restaurantes, uma marca de vitaminas e suplementos, uma plataforma de ensino e um conglomerado de empresas de tecnologia e inovação. Na entrevista, Felipe revelou que coleciona os tênis porque carregava essa frustração da infância, em que usava apenas calçados doados pelos filhos dos patrões de sua mãe.

Sua vida mudou completamente quando ele decidiu tentar uma bolsa de estudos para Arte da Culinária, em Los Angeles (EUA). Sem falar nenhuma palavra em inglês, ele ganhou 98% de bolsa e trabalhou como garçom, cozinheiro e chef de cozinha na Terra do Tio Sam. Hoje em dia, fala três línguas fluentemente, além do português, e até tenta o hebraico.

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