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“Ficarei com meu filho”, diz mãe de menino com leucemia vivendo em subsolo de hospital na Ucrânia

capa Ficarei com meu filho diz mae de menino com leucemia vivendo em subsolo de hospital na Ucrania

A situação da família está bastante complicada, mas a mãe não quis abrir mão de estar ao lado do filho. Entenda melhor a sua realidade.

A Ucrânia está passando por momentos de muito medo, temor e insegurança, desde a invasão da Russa, e a população tem sido duramente afetada, com as suas realidades de vida se transformando do dia para a noite.

Entre despedidas de famílias dos homens que ficam para lutar pelo seu país e incerteza sobre o futuro, está a história de Tatiana Pakhaliuk, uma mulher que tem vividos os momentos mais complicados de sua vida nos últimos dias.

Conforme contado pelo portal de notícias Sky News, a mulher tem um filho de quatro anos que estava internado em um hospital de Kiev quando os ataques russos começaram. Nikita Synytsky, que tem leucemia e síndrome de Down, mudou totalmente o seu comportamento quando a cidade começou a ser atacada, rangendo os dentes constantemente e se apresentando visivelmente traumatizado com toda a situação.

Atualmente, o menino está vivendo no subsolo do hospital, junto com outras crianças que também precisam de tratamentos médicos constantes, mesmo com a guerra acontecendo.

No subsolo, todos os internados ficam mais protegidos de tiros e ataques aéreos.

Tatiana conta que toda vez que o filho precisa receber algum tratamento ou avaliação médica, precisa subir vários lances de escada, em uma rotina que tem afetado diretamente a sua qualidade de vida.

Quando perguntaram a mulher sobre como a situação da família a fazia se sentir, ela respondeu que suas mãos vivem tremendo, e que suas pernas parecem em boa forma porque ela está tendo que dar 10.000 passos por dia, em sua constante caminhada pelo hospital com crianças e bolsas.

Nikita precisa de quimioterapia e transfusões de sangue, mas por conta da guerra, o sangue está cada vez mais escasso. Em uma tentativa desesperada de cuidarem de seus filhos, os pais das crianças que estão nos hospitais estão se revezando e doando sangue para os pequenos.

Para ajudar a cuidar da vida do filho, Tatiana queria levá-lo através da fronteira para a Polônia, mas essa jornada se torna muito complicada, especialmente porque o menino não precisa de atenção e cuidados todo o tempo.

Ela explicou que, como o seu filho, e as outras crianças no hospital não sobrevivem sem tratamento médico, se eles forem cruzar a fronteira precisam de um médico junto, e também um policial ou outra pessoa que garanta que isso aconteça com rapidez e segurança.

Ficar preso nos engarrafamentos que estão tomando conta do país não é uma opção, pois se torna ainda mais perigoso para as suas vidas.

Para complicar ainda mais a situação da família, Tatiana tem mais duas filhas, de 6 e 14 anos, que não estão vivendo com ela no porão do hospital, mas sim com o pai, em um abrigo no estacionamento do prédio onde vivem.

A outra parte da família também não pode ir até a fronteira porque o carro não tem gasolina. Buscando uma maneira de conseguir garantir a segurança do companheiro e dos filhos, Tatiana resolveu pedir ajuda nas redes sociais, e conseguiu resposta de uma família na Polônia que se ofereceu para abrigar as suas filhas.

Embora tenha afirmado que não conheça essa família, ela disse que se está muito agradecida por eles terem oferecido ajuda em um momento de tanta necessidade. Ela ainda disse que acha que essa é a melhor decisão que pode tomar enquanto mãe, preservar a vida das filhas.

Ao mesmo tempo, afirmou que não deixaria Nikita, pois ele precisa dela nesse momento, em que está lutando pela própria vida.

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